Modelo para políticas institucionais de catalogação

Políticas para representação descritiva: ponderações para discussão
MANLEY, Will. The truth about catalogers. Jefferson: McFarland & Company, 1995. Illustrations by Richard Lee. p. 44.

A Revista Biblioteconomia ACB publicou em seu volume 23, número 1, o artigo Proposta de um modelo para políticas institucionais de catalogação, de autoria de Priscilla Lüdtke Espíndola e Ana Maria Pereira.

Políticas Institucionais de Catalogação são diretrizes administrativas empregadas no processo de catalogação para auxiliar diferentes catalogadores a tomarem decisões análogas a questões semelhantes. Este trabalho possui como objetivo geral compreender a criação e utilização de Políticas Institucionais de Catalogação em Unidades de Informação. A metodologia empregada foi de caráter exploratório, com abordagem qualitativa, do tipo bibliográfica. Como resultados, identificaram-se onze requisitos indispensáveis para a elaboração de uma política institucional aplicada ao processo de catalogação, que proporcionaram o desenvolvimento de uma proposta de modelo de estrutura de Política Institucional de Catalogação para Unidades de Informação.

O artigo completo está disponível em: https://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/1400

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Aspectos semióticos na criação de registros bibliográficos

Tratamento descritivo e temático da informação: recomendações para estudos sobre aspectos semióticos na criação de registros bibliográficos
Foi publicado no volume 11, número 1 da Revista Ibero-americana de Ciência da Informação (RICI) o artigo Tratamento descritivo e temático da informação: recomendações para estudos sobre aspectos semióticos na criação de registros bibliográficos, de autoria de Daniela Majorie Akama dos Reis, Mariângela Spotti Lopes Fujita, Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa Santos e Zaira Regina Zafalon.
A criação de registros bibliográficos é um processo fundamental em bibliotecas, pois assim os profissionais da informação proporcionam o acesso aos documentos de um acervo por meio de um catálogo. A análise de domínio e dos aspectos semióticos são aspectos importantes a serem considerados durante a leitura documentária. Esta pesquisa apresenta caminhos diferenciados para o estudo da catalogação de forma e de assunto sob um viés semiótico. A catalogação de forma e de assunto exigem o contato com o documento, o que requer processos interpretativos complexos por parte dos profissionais. São exibidas duas pesquisas sobre a catalogação com diferentes enfoques teóricos sobre a semiótica. Os modelos apresentados ilustram a relação do tema com o tratamento da informação. Ao considerar os aspectos apresentados neste estudo teórico é possível categorizar como o profissional se comporta em contato com os documentos.

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Políticas de catalogação em bibliotecas de ensino superior de Florianópolis

Imagem: Pexels.

A revista Biblios publicou em seu volume 69 o artigo Análise das políticas institucionais de catalogação em bibliotecas de ensino superior de Florianópolis (Santa Catarina, Brasil), de autoria de Priscilla Lüdtke Espíndola e Ana Maria Pereira.

Objetivo. A presente pesquisa possui como objetivo geral verificar se as Bibliotecas de Ensino Superior (BES), situadas no município de Florianópolis (Santa Catarina, Brasil), possuem políticas institucionais formalizadas para guiar seus processos de catalogação.

Método.
 A metodologia empregada foi de caráter exploratório, do tipo documental, com abordagem qualiquantitativa. Para coleta de dados, foram realizados o levantamento em sites institucionais e a investigação nas BES, por meio de telefone e/ou e-mail. A análise dos dados foi concretizada por meio da análise documental, com roteiro previamente definido.

Resultados. Como resultado, constatou-se que nenhuma das BES estudadas apresenta Políticas Institucionais de Catalogação, uma vez que os documentos disponibilizados não possuem os requisitos mínimos necessários para serem caracterizados como tal; no entanto, apresentam alguns itens que devem constar nas Políticas Institucionais de Catalogação, tais como: indicativo de data de elaboração; diretrizes para controle de autoridades; e indicação de regras e/ou de instrumentos auxiliares adotados.

O artigo completo está disponível em: https://doi.org/10.5195/biblios.2017.462

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História do controle de autoridade (parte 2): os catálogos digitais

História do controle de autoridade (parte 2): os catálogos digitais

A revista Biblios acaba de publicar em seu volume 68, o artigo O controle de autoridade no domínio bibliográfico: os catálogos digitais, de autoria minha com as professoras Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa Santos e Zaira Regina Zafalon.

Esse artigo é a segunda parte de uma revisão de literatura sobre a história do controle de autoridade. A primeira parte, que aborda os catálogos em livros e em fichas, foi publicada no volume anterior da revista. Os dois artigos fazem parte da minha tese, que defenderei em breve.

Por meio de uma revisão de literatura, este estudo tem por objetivo analisar o controle de autoridade nos catálogos digitais. Para isso, inicia-se com uma breve introdução acerca do controle de autoridade, contextualiza a automação das bibliotecas e o surgimento dos catálogos digitais a partir da década de 1960 e destaca alguns pontos da história dos catálogos digitais, tais como a criação de formatos MAchine-Readable Cataloging (MARC) para dados bibliográficos e de autoridade. Como síntese da compreensão atual do controle de autoridade, apresenta os modelos conceituais Functional Requirements for Authority Data (FRAD) e Functional Requirements for Subject Authority Data (FRSAD). Por fim, descreve o modelo de dados utilizado nos catálogos digitais atuais e conclui ressaltando a presença do controle de autoridade na história da Catalogação, a importância dos modelos conceituais FRAD e FRSAD, a retomada dos registros de autoridade no código de catalogação Resource Description and Access (RDA), e a importância da compreensão do controle de autoridade no cenário atual da Catalogação.

Alguns trechos desse artigo que merecem destaque:

Ao olhar para os catálogos digitais, para a função exercida pelos dados de autoridade e para os modelos conceituais FRAD e FRSAD é necessário considerar que, mesmo que os catálogos digitais tenham apresentado considerável desenvolvimento nas últimas décadas, dispondo de novas possibilidades de busca, de navegação e de interface, o modo com que os dados bibliográficos e de autoridade estão dispostos e relacionados sofreu pouca ou nenhuma alteração, visto que o modelo de dados, implantado com o Formato MARC II ainda na década de 1970 e posteriormente complementado com o formato para dados de autoridade, é utilizado ainda hoje na construção de catálogos digitais. (ASSUMPÇÃO; SANTOS; ZAFALON, 2017, p. 27-28).

Authorities, a MARC format : specifications for magnetic tapes containing authority records / MARC Development Office. — Washington : Library of Congress, 1976.
OPAC da Goshen Public Library em Goshen (Indiana, EUA) criado com o software Dynix. Fonte: Wikimedia Commons.

Sobre a importância dos modelos conceituais FRAD e FRSAD, entende-se aqui que esses modelos, por definirem entidades, atributos, relacionamentos e tarefas dos usuários, apresentam uma sistematização do entendimento atual acerca do controle de autoridade nos catálogos. Essa sistematização, construída a partir de uma metodologia consolidada (a análise das entidades, atributos e relacionamentos) é de fundamental importância em tempos de mudanças como o vivenciado atualmente no domínio bibliográfico. Por meio dessa sistematização, assim como daquela apresentada no modelo FRBR, explicita-se que o domínio bibliográfico, com suas ferramentas de acesso à informação e seus instrumentos e processos de representação, fundamenta-se em teorias e não somente na atividade prática. (ASSUMPÇÃO; SANTOS; ZAFALON, 2017, p. 31).

O artigo completo está disponível em: https://doi.org/10.5195/biblios.2018.342

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História do controle de autoridade (parte 1): os catálogos em livros e em fichas

O controle de autoridade no domínio bibliográfico: os catálogos em livros e em fichas

A revista Biblios acaba de publicar em seu volume 67, de 2017, o artigo O controle de autoridade no domínio bibliográfico: os catálogos em livros e em fichas, de autoria minha com as professoras Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa Santos e Zaira Regina Zafalon.

Por meio de uma revisão de literatura, este estudo tem por objetivo analisar o controle de autoridade e o papel dos dados de autoridade nos catálogos em livros e em fichas. Considerando a falta de univocidade entre as entidades utilizadas como pontos de acesso nos catálogos (pessoas, entidades coletivas, conceitos, etc.) e os nomes pelos quais essas entidades são conhecidas, é discutido o controle de autoridade e os conceitos a ele relacionados. Em seguida, são descritos os catálogos em livros e em fichas, com ênfase na organização e nos pontos de acesso neles utilizados, e destacadas as principais contribuições de Panizzi, Jewett, Cutter e da American Library Association relacionadas ao controle de autoridade. Por fim, considera-se que os registros de autoridade atuais tiveram suas funções e seus elementos definidos ainda no contexto dos catálogos analógicos, em especial dos catálogos em fichas, de modo que os resultados deste estudo contribuem para a compreensão dos registros e arquivos de autoridade atuais e do próprio conceito de controle de autoridade, assim como para a discussão sobre novos conjuntos de regras de descrição, padrões para o intercâmbio de dados, práticas e tecnologias para a publicação de dados bibliográficos e de autoridade.

Esse artigo, que apresenta parte dos resultados da pesquisa que estou desenvolvendo (quase concluindo!) no doutorado, aborda o conceito de controle de autoridade e sua relação com os catálogos em livros e em fichas. Esse resgate histórico será complementado com um segundo artigo, ainda não publicado (mas já aceito!), que abordará o controle de autoridade nos catálogos digitais.

Alguns trechos do artigo que merecem destaque:

“A partir da segunda metade do século XIX, o desenvolvimento da Biblioteconomia e, já no século XX, da Ciência da Informação, contou com o desenvolvimento da Catalogação, compreendida aqui como o conjunto de conhecimentos acerca das teorias, dos instrumentos de representação e das tecnologias relacionadas à construção e à gestão de catálogos, principalmente no âmbito das bibliotecas.” (ASSUMPÇÃO; SANTOS; ZAFALON, 2017, p. 85)

Anthony Panizzi. Wikimedia Commons.

“As remissivas de nome para nome utilizadas por Panizzi, junto das remissivas utilizadas por Jewett, podem ser consideradas um dos primeiros meios de se alcançar o que hoje se entende por controle de autoridade, ainda que não seja identificada naquela época a presença de registros de autoridade. Essas remissivas, como concebidas por Panizzi e Jewett, são utilizadas ainda hoje, às vezes sob os nomes ponto de acesso variante, ponto de acesso não autorizado, cabeçalho não autorizado, etc.” (ASSUMPÇÃO; SANTOS; ZAFALON, 2017, p. 90)

Charles Coffin Jewett. Wikimedia Commons.

“A partir dos catálogos em fichas é possível observar o surgimento dos registros e arquivos de autoridade. As funções dos catálogos listadas por Cutter já demandavam a existência do controle de autoridade, uma vez que encontrar um recurso informacional conhecido ou um conjunto de recursos informacionais que compartilham determinada característica requer o controle dos pontos de acesso (ASSUMPÇÃO; SANTOS, 2012). Os meios listados por Cutter para o alcance dessas funções explicitam essa necessidade ao incluírem o uso de remissivas para nomes, títulos e assuntos.” (ASSUMPÇÃO; SANTOS; ZAFALON, 2017, p. 93)

Charles Ammi Cutter. Wikimedia Commons.

“[…] é possível notar que o registro de autoridade tal como visto hoje teve sua função e seus elementos (ponto de acesso autorizado, pontos de acesso não autorizados, fontes consultadas, etc.) delineados ainda no contexto dos catálogos analógicos, em especial dos catálogos em fichas, o que ressalta a importância do entendimento acerca desses catálogos para a compreensão dos registros e arquivos de autoridade atuais e do próprio conceito de controle de autoridade.” (ASSUMPÇÃO; SANTOS; ZAFALON, 2017, p. 95)

“Nota-se também que as tecnologias utilizadas na criação dos catálogos analógicos tiveram impacto determinante na configuração desses catálogos, de suas possibilidade e limitações e das práticas de catalogação. A possibilidade de acrescentar novas entradas sem prejuízo à ordenação do catálogo, possibilidade essa oferecida pela tecnologia utilizada nos catálogos em fichas, favoreceu a proliferação dos pontos de acesso através dos quais os usuários poderiam encontrar determinado recurso informacional. Com as técnicas de reprodução de fichas, essa possibilidade permitiu que as descrições completas dos recursos informacionais fossem replicadas e apresentadas em diversos locais dentro de um mesmo catálogo, favorecendo, assim, um acesso mais rápido a essas descrições por parte dos usuários.” (ASSUMPÇÃO; SANTOS; ZAFALON, 2017, p. 95)

O artigo completo está disponível em: https://doi.org/10.5195/biblios.2017.341

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