A utilização do RDA na criação de registros de autoridade para pessoas, famílias e entidades coletivas

Resource Description and Access

O volume 18, número 37 da revista Encontros Bibli, publicado em agosto de 2013, trouxe o artigo “A utilização do Resource Description and Access (RDA) na criação de registros de autoridade para pessoas, famílias e entidades coletivas“, de autoria minha e da professora Plácida L. V. Amorim da Costa Santos.

Considerando o desenvolvimento do Resource Description and Access (RDA) e a importância do controle de autoridade para os catálogos, objetiva apresentar o RDA, seu surgimento e desenvolvimento, contextualizar a criação de registros de autoridade na catalogação descritiva e apresentar a utilização do RDA no registro dos atributos e relacionamentos das entidades pessoa, família e entidade coletiva. Apresenta o RDA, sua relação com os modelos conceituais FRBR e FRAD, as seções, capítulos, atributos e relacionamentos definidos para pessoas, famílias e entidades coletivas. Por fim destaca algumas diferenças entre o RDA e o AACR2r e apresenta considerações sobre a implantação do RDA.

O artigo, um dos resultados de meu estudo sobre a importância do controle de autoridade e sobre sua situação diante do modelo conceitual FRAD e do RDA, está disponível em: dx.doi.org/10.5007/1518-2924.2013v18n37p203.

MADS: uma alternativa à utilização do Formato MARC 21 para Dados de Autoridade

Metadata Authority Description Schema (MADS)

O número mais recente (v. 18, n. 1) da revista Informação & Informação, publicada pelo Departamento de Ciência da Informação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), trouxe entre seus artigos o trabalho Metadata Authority Description Schema (MADS): uma alternativa à utilização do formato MARC 21 para dados de autoridade, de autoria minha e da Prof.ª Plácida Santos.

Introdução: O intercâmbio de registros de autoridade requer o estabelecimento e a adoção de padrões de metadados, tais como o Formato MARC 21 para Dados de Autoridade, formato utilizado por diversas agências catalogadoras, e o Metadata Authority Description Schema (MADS), padrão que permanece pouco explorado pela literatura e pouco difundido entre as agências.

Objetivo: Apresentar um estudo introdutório sobre o padrão MADS.

Metodologia: Pesquisa bibliográfica descritiva e exploratória.

Resultados: São abordados o contexto de criação do MADS, seus objetivos, sua estrutura e as principais questões relacionadas à conversão de registros em MARC 21 para registros MADS.

O artigo completo está disponível neste endereço. Seguem as figuras utilizadas do artigo em melhor qualidade.

Exemplo de registro MADS
Figura 1 – Exemplo de registro MADS. Fonte: adaptado de: <http://lccn.loc.gov/n79026451/mads>. Acesso em: 4 dez. 2011.
Exemplos da utilização dos elementos mads e madsCollection
Figura 2 – Exemplos da utilização dos elementos mads e madsCollection
Conversão de registros MARC 21 para registros MADS
Figura 3 – Conversão de registros MARC 21 para registros MADS
Opções na conversão do subcampo “q” do campo 100
Figura 4 – Opções na conversão do subcampo “q” do campo 100

FRBR: considerações sobre o modelo e sua implementabilidade

Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos (FRBR)

O volume 8, número 2 da Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação traz o artigo Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos (FRBR): considerações sobre o modelo e sua implementabilidade, de autoria de Renata Eleuterio da Silva e Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa Santos.

As tecnologias de informação e comunicação (TIC) tornaram possível a adaptação dos catálogos bibliográficos ao ambiente digital, dando a eles muito mais rapidez, flexibilidade e eficiência na recuperação da informação. Os FRBR, sendo um modelo conceitual para o universo bibliográfico baseado na modelagem entidade-relacionamento, trouxeram à área da Biblioteconomia a possibilidade de tornar mais eficiente o funcionamento dos catálogos. O modelo FRBR foi a primeira iniciativa que se importou com a forma de realizar a modelagem conceitual de catálogos bibliográficos, de modo que não se gastassem mais esforços com o desenvolvimento individual de modelagens distintas e inconsistentes. Entretanto, mesmo muitos anos após sua publicação, poucas foram as reais iniciativas de implementação. Objetiva-se apresentar de forma sucinta o modelo FRBR, com base em suas principais características e estrutura, além de trazer à discussão algumas considerações e inconsistências que, de acordo com a literatura estudada, podem ser a justificativa para a falta de iniciativas de implementação do mesmo. Toma-se por base a literatura nacional e internacional sobre modelagem conceitual e sobre o modelo FRBR.

O artigo está disponível em: http://rbbd.febab.org.br/rbbd/article/view/214.

Artigos: Interoperabilidade global e linked data em bibliotecas

Italian Journal of Library and Information Science

O volume 4, número 1, do Italian Journal of Library and Information Science, publicado em  janeiro de 2013, traz alguns dos trabalhos apresentados durante o seminário Global Interoperability and Linked Data in Libraries, realizado em 18 e 19 de junho de 2012 na University of Florence.

Os 27 artigos desse número estão divididos em três seções: Linked data como um novo paradigma da interconexão de dados, Publicação de vocabulários e padrões em linked data e Em direção à Web dos Dados: aplicações e experiências.

Alguns dos artigos são:

Os artigos, disponíveis em inglês e em italiano, podem ser acessados em Italian Journal of Library and Information Science, v. 4, n. 1, 2013.

Artigo: Cataloging Then, Now, and Tomorrow

Cataloging - Tag cloud

Foi publicado na American Libraries o artigo Cataloging Then, Now, and Tomorrow (“Catalogação ontem, hoje e amanhã” em uma tradução livre) de Elise (Yi-Ling) Wong.

Em seu artigo, além de contar algumas de suas experiências profissionais, a autora apresenta uma visão bastante instigante sobre o futuro da catalogação – não das regras ou dos formatos, mas sim da atuação do catalogador. Seguem algumas das colocações da autora:

“Catalogação não é mais conhecer cada ficha do catálogo ou apenas dar um toque individual para cada registro que importamos para o sistema de gerenciamento de bibliotecas. Hoje, os catalogadores necessitam conhecer os vários truques de manipulação de registros em lote sem ter que editá-los um a um.”

“Resumindo, há mais em ser um catalogador do que “apenas” ser um interprete de regras de catalogação (seja AACR2 ou RDA) ou um expert em vários formatos de recursos. Catalogadores não vivem mais em um mundo isolado. Estamos orgulhosos por sermos os gestores dos recursos informacionais e dos sistemas de gerenciamento de bibliotecas, mas somos – e devemos ser – capazes de mais.”