Apresentação do curso Catalogação: AACR2, MARC 21 e Controle de autoridade

Catalogação: AACR2, MARC 21 e Controle de autoridade

No próximo dia 3 de agosto iniciaremos o curso online Catalogação: AACR2, MARC 21 e Controle de autoridade. Como recebi algumas dúvidas, gravei esse vídeo explicando melhor o conteúdo e a dinâmica de novo curso:

Mais informações sobre o curso estão disponíveis em: http://www.contentmind.com.br/cursos/aacr2.

O que é controle de autoridade?

MANLEY, Will. The truth about catalogers. Jefferson: McFarland & Company, 1995. Illustrations by Richard Lee. p. 96.
MANLEY, Will. The truth about catalogers. Jefferson: McFarland & Company, 1995. Illustrations by Richard Lee. p. 96.

Recentemente encontrei um texto sobre controle de autoridade que escrevi no início de 2011, quando estava no último ano da graduação. O texto é parte do meu TCC, que acabou sendo publicado com ebook. Depois de encontrá-lo, fiz uma breve revisão e resolvi postar aqui. Espero que seja útil!

Controle de autoridade e trabalho de autoridade: definições e escopo

Resumo: O controle dos pontos de acesso que representam as entidades do tipo pessoa, família e entidade coletiva é compreendido pela catalogação descritiva e mostra-se necessário aos catálogos. Desta necessidade surgem os conceitos de controle de autoridade e trabalho de autoridade. Tais conceitos são apresentados por meio de uma revisão de literatura, a partir da qual podemos concluir que o controle de autoridade é um estado em que os pontos de acesso utilizados para representar as entidades em um catálogo estão consistentes, e que o trabalho de autoridade é um conjunto de atividades que visa o controle de autoridade.

Introdução

A catalogação descritiva – compreendendo a elaboração e manipulação de descrições bibliográficas e a escolha, o estabelecimento e a atribuição dos pontos de acesso de responsabilidade e de título – tem como um de seus produtos o catálogo, que atua como um canal de comunicação entre o acervo e o usuário (MEY, 1995, p. 9).

Um dos objetivos do catálogo é permitir que todos os recursos informacionais associados a uma determinada entidade do tipo pessoa, família ou entidade coletiva sejam encontrados (STATEMENT…, 2009, p. 3). No entanto, uma entidade pode ser conhecida por mais de um nome (nome de nascimento, nome artístico, nome oficial, etc.) ou mesmo apresentar seu nome de diversas formas nos recursos informacionais aos quais ela está associada. Estes distintos nomes e suas diversas formas são utilizados na catalogação descritiva como base para os pontos de acesso, os quais representam as entidades em um catálogo e atuam na busca e na navegação.

Diante da diversidade de pontos de acesso para uma mesma entidade, um usuário do catálogo que possui conhecimento de apenas um dos nomes da entidade pode não conseguir encontrar todos os recursos informacionais que estão associados à entidade por ele desejada, por exemplo, todos os livros de um determinado autor.

Desse modo, faz-se necessário reunir e manter controle sobre todos os pontos de acesso que representam uma mesma entidade, assegurando que o usuário encontre todos os recursos associados à entidade desejada ao realizar uma busca utilizando um e somente um dos nomes pelos quais tal entidade é conhecida. Dessa necessidade surgem os conceitos de controle de autoridade e de trabalho de autoridade, sobre os quais decorremos nessa breve revisão de literatura.

Controle de autoridade (authority control)

A distinção entre controle de autoridade e trabalho de autoridade pode ser difícil, o que faz com que, muitas vezes, estes termos sejam empregados erroneamente, seja pela definição dada a cada um deles, seja pelo fato de serem tratados como sinônimos.

É de modo breve que Burger (1985, p. 3, tradução nossa) aponta que controle de autoridade e trabalho de autoridade não são a mesma coisa: “o trabalho de autoridade permite o controle de autoridade ocorrer”. Para o autor “o controle de autoridade é alcançado quando os cabeçalhos em um catálogo estão consistentes e quando um mecanismo (o arquivo de autoridade) e políticas de catalogação relacionadas têm sido estabelecidos para assegurar esta consistência” (BURGER, 1985, p. 1, tradução nossa).

Uma das definições de controle de autoridade que mais encontramos na literatura da área de catalogação descritiva é a apresenta por Taylor (1984, p. 2 apud MARAIS, 2004, p. 62, tradução nossa): “controle de autoridade é o processo de manter a consistência nos cabeçalhos em um arquivo bibliográfico por meio de referências a um arquivo de autoridade”, em outras palavras, a utilização dos pontos de acesso autorizados do arquivo de autoridade nos registros bibliográficos presentes no catálogo, com a finalidade de manter a consistência dos pontos de acesso em tal catálogo.

Marais (2004, p. 62, tradução nossa), que se apoia na definição de Taylor, aponta que controle de autoridade é um “termo global e amplo para os processos técnicos do trabalho de autoridade e que tem como objetivo alcançar o controle sobre as formas variantes dos pontos de acesso”. Ainda segundo a autora, o “controle de autoridade obriga o uso de sistemas limitados e padronizados para a representação da informação e impõe uniformidade ao passo que rejeita divergência e diversidade” (MARAIS, 2004, p. 61, tradução nossa).

A concepção de Taylor sobre o controle de autoridade mostra-se presente também na definição que Reitz (2010, tradução nossa):

Os procedimentos pelos quais a consistência de forma é mantida nos cabeçalhos (nomes, títulos uniformes, títulos de séries e assuntos) utilizados em um catálogo de biblioteca ou arquivo de registros bibliográficos por meio da aplicação de uma lista autorizada (chamada arquivo de autoridade) aos novos itens quando eles são adicionados à coleção.

Rowley e Farrow (c2000) discordam de Taylor ao apontarem que o controle de autoridade não inclui somente a utilização dos pontos de acesso autorizados do arquivo de autoridade. Para os autores, o controle de autoridade diz respeito à manutenção e aplicação de pontos de acesso padronizados, à criação de registros de autoridade para os pontos de acesso, ao relacionamento dos registros de autoridade com os registros bibliográficos e à manutenção e avaliação do sistema de autoridade. (ROWLEY; FARROW, c2000, p. 369-370).

Segundo Chan (1994, p. 13-14) as atividades de controle de autoridade incluem a integração de registros de autoridade padronizados no sistema local e a preparação de registros de autoridade para aqueles nomes que não estão disponíveis em arquivos de autoridade padronizados. Ainda segundo Chan (2007, p. 166, tradução nossa), o controle de autoridade de nomes de pessoas e entidades coletivas tem três principais propósitos:

(a) garantir que todas as obras escritas por um particular autor, ou relacionadas a uma mesma entidade coletiva, sejam recuperadas com o mesmo ponto de acesso (ou sob o mesmo cabeçalho); (b) garantir que um particular ponto de acesso conduza somente às obras de um particular autor ou relacionadas a uma particular entidade coletiva; e (c) poupar o tempo e esforço de ter que estabelecer o cabeçalho cada vez que uma obra de um mesmo autor ou relacionada à mesma entidade coletiva é catalogada.

Bozzarelli (2004, p. 5, tradução nossa) aponta que o termo controle de autoridade é frequentemente utilizado como um termo genérico para designar um conjunto de práticas e procedimentos que visa à criação de um arquivo de autoridade. Para Clack (1990, p. 2, tradução nossa) o controle de autoridade

é o processo de garantir que toda entrada – nome, título uniforme, série ou assunto – que é selecionado como um ponto de acesso para o catálogo público é única e não está em conflito, por ser idêntica, com qualquer outra entrada que já está no catálogo ou que pode se incluída posteriormente.

Jiménez Pelayo e García Blanco (2002, p. 25) apontam que o controle de autoridade é um processo de normalização cujo objetivo é estabelecer a forma exata e inequívoca com a qual um ponto de acesso deve sempre ser utilizado em um catálogo. Sobre a variedade e ambiguidade terminológica, os autores defendem que os termos “controle de pontos de acesso”, “gestão de autoridades”, “gestão e manutenção de autoridades”, “trabalho de autoridades” e “controle de acesso” são sinônimos de “controle de autoridade”, uma vez que a diferença entre eles é puramente léxica (JIMÉNEZ PELAYO; GARCÍA BLANCO, 2002, p. 28).

Deste modo, a concepção apresentada por Jiménez Pelayo e García Blanco (2002, p. 25) de que controle de autoridade e trabalho de autoridade são a mesma coisa está diretamente em confronto com a de Burger (1985, p. 1), que aponta que o controle de autoridade ocorre por meio do trabalho de autoridade. Diante desta confrontação, o que podemos definir como trabalho de autoridade?

Trabalho de autoridade (authority work)

Burger (1985, p. 3, tradução nossa) define o trabalho de autoridade como sendo constituído por pelo menos cinco complexos processos, são eles:

1. a criação de registros de autoridade (os quais serão utilizados para criar registros bibliográficos autorizados)
2. a reunião dos registros em um arquivo de autoridade
3. a vinculação do arquivo de autoridade ao arquivo bibliográfico; juntos eles formam um sistema de autoridade
4. a manutenção do arquivo e do sistema de autoridade
5. a avaliação do arquivo e do sistema.

De acordo com Maxwell (2002, p. 3-5), o trabalho de autoridade consiste na formação de pontos de acesso uniformes, na manutenção do registro de autoridade e no registro das decisões tomadas em um arquivo de autoridade. Para o autor, o propósito do trabalho de autoridade é assegurar consistência ao catálogo para que o seu usuário tenha que realizar uma busca sob um e apenas um ponto de acesso para encontrar os registros associados a um determinado nome (MAXWELL, 2002, p. 1).

Para Frías Montoya (2001, p. 421-422, tradução nossa)

O “trabalho de autoridade” é uma denominação ampla que inclui os trabalhos de investigação e o esforço intelectual que comporta a criação e atualização dos registros de autoridade. […] o trabalho de autoridade compreende a criação de relações entre outras formas distintas do nome que podem ter sido utilizadas pelo autor […] A manutenção dos arquivos [de autoridade], dos registros bibliográficos e das referências associadas no catálogo da biblioteca também fazem parte do que temos denominado “trabalho de autoridade”.

Sobre o trabalho de autoridade, Marais (2004, p. 61, tradução nossa) aponta que ele “implica o trabalho de pesquisa, esforço intelectual e todas as tarefas burocráticas envolvidas na criação e atualização de registros de autoridade”.

Reitz (2010, tradução nossa) define o trabalho de autoridade como

O processo de decidir qual forma de um nome, título, título de série ou assunto será utilizado como cabeçalho autorizado no catálogo da biblioteca ou arquivo de registros bibliográficos, inclui o estabelecimento das remissivas apropriadas para o cabeçalho e seus relacionamentos com outros cabeçalhos no arquivo de autoridade.

Hagler (1997, p. 112-113, tradução nossa) aponta como sendo coletivamente chamadas de trabalho de autoridade as atividades de “determinar se existe ou não um relacionamento significante entre diferentes nomes ou termos e se um mesmo nome ou termo pode se referir a mais de uma diferente pessoa, conceito, etc.” e “estabelecer e relacionar todos os possíveis pontos de acesso que podem razoavelmente expressar cada pessoa, conceito, etc. independente”.

Conclusões

As concepções de controle de autoridade apresentadas por alguns autores, muitas vezes, mostram-se contraditórias entre si e variam desde uma abordagem do controle de autoridade como um estado que se alcança por meio da realização de um conjunto de atividades, até o próprio conjunto de atividades ou algumas atividades deste conjunto.

Bozzarelli, Chan, Frías Montoya, Jiménez Pelayo e García Blanco, Marais, Reitz, Rowley e Farrow e Taylor concebem o controle de autoridade como o conjunto de atividades, ou como algumas atividades deste conjunto, que são necessárias para se alcançar o que Burger chama de controle de autoridade.

Ainda que, de certo modo, as concepções aqui apresentadas não estejam de acordo com a de Burger, acreditamos que a concepção deste autor mostra-se mais adequada pela própria palavra “controle”: controle não é a ação em si, e sim o que é alcançado por meio de uma ou mais ações. Assim, não se faz o controle de autoridade, mas sim um conjunto de atividades que tem como meta o controle de autoridade.

Portanto, podemos concluir que o controle de autoridade consiste em um estado em que os pontos de acesso utilizados para representar as entidades em um catálogo estão consistentes. Na catalogação descritiva, além dos pontos de acesso representando pessoas, famílias e entidades coletivas, o controle de autoridade pode ser alcançado também sobre os pontos de acesso de localizações geográficas, obras, expressões e séries. O controle de autoridade é alcançado por meio de um conjunto de processos, os quais estão reunidos sob a denominação trabalho de autoridade.

Sobre o que seria este trabalho de autoridade, os autores que apresentaram este conceito o fizeram quase que de forma consensual, não ocorrendo divergências tão grandes quanto as existentes em relação ao conceito de controle de autoridade. Deste modo, principalmente com base em Burger (1985, p. 3), podemos considerar que o trabalho de autoridade como:

  • a criação de registros de autoridade;
  • a reunião dos registros de autoridade em um arquivo de autoridade;
  • o estabelecimento do vínculo entre o arquivo de autoridade e o catálogo, criando um sistema de autoridade;
  • a manutenção do arquivo de autoridade e do sistema de autoridade; e
  • a avaliação do arquivo de autoridade e do sistema de autoridade.

Por fim, além destas considerações, destacamos a falta de estudos sobre o controle e o trabalho de autoridade na área da catalogação descritiva em âmbito nacional. Tal constatação é comprovada pela quase inexistência de literatura nacional sobre o controle de autoridade na catalogação descritiva.

Agradecimentos

Este trabalho foi desenvolvimento com bolsa de Iniciação Científica concedida pela FAPESP (processo 10/07477-9).

Referências

BOZZARELLI, O. Authority control: teorie, applicazioni e prospettive di sviluppo. 2004. 129 f. Tese (Diploma in Teoria e tecniche della catalogazione e della classificazione) – Università degli Studi di Roma La Sapienza, Roma, 2004.

BURGER, R. H. Authority work: the creation, use, maintenance, and evaluation of authority records and files. Littleton: Libraries Unlimited, 1985.

CHAN, L. M. Cataloguing and classification: an introduction. 2nd ed. New York: McGraw-Hill, 1994.

CHAN, L. M. Cataloguing and classification: an introduction. 3rd ed. Lanham: The Scarecrow Press, 2007.

CLACK, D. H. Authority control: principles, applications, and instructions. Chicago: ALA, 1990.

FRÍAS MONTOYA, J. A. El control de autoridades y el acceso a la información. In: PINTO MOLINA, M. (Ed.). Catalogación de documentos: teoría y práctica. 2. ed. rev. y actual. Madrid: Sintesis, 2001. p. 419-172.

HAGLER, R. The bibliographic record and information technology. 3rd ed. Chicago: ALA; Otawa: Canadian Library Association, 1997.

JIMÉNEZ PELAYO, J.; GARCÍA BLANCO, R. El catálogo de autoridades: creación y gestión en unidades documentales. Gijón: Trea, 2002.

MARAIS, H. Authority control in an academic library consortium using a union catalogue maintained by a central office for authority control. 2004. 310 f. Tese (Doctor of literature and philosophy in the subject Information Science) – University of South Africa, Pretoria, 2004.

MAXWELL, R. L. Maxwell’s guide to authority work. Chicago: ALA, 2002.

MEY, E. S. A. Introdução à catalogação. Brasília: Briquet de Lemos, 1995.

REITZ, J. M. Online dictionary for library and information science. Last updated March 9, 2010. Santa Barbara: Libraries Unlimited, 2010.

ROWLEY, J.; FARROW, J. Organizing knowledge: an introduction to managing access to information. 3rd ed. Aldershot: Ashgate, c2000.

STATEMENT of International Cataloguing Principles. [S.l.]: IFLA, 2009.

Curso online: AACR2, MARC 21 e controle de autoridade

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Desde 2013 ministro o curso online Catalogação: conceituais, práticas, atualidades e tendências em parceria com a Content Mind – Educação continuada para profissionais da informação. Hoje venho anunciar para vocês mais um curso resultante de nossa parceria: Catalogação: AACR2, MARC 21 e controle de autoridade.

O curso iniciará em 3 de agosto de 2015 e terá a carga horária de 60 horas. Ao iniciar o curso, o aluno terá acesso a todo o conteúdo, de modo que poderá avançar durante 60 dias corridos seguindo seu próprio ritmo de estudo.

O curso será 100% online e contará com aulas expositivas (com textos, slides, vídeos e webconferências) e práticas (com exercícios realizados em ambientes digitais específicos do curso). Além disso, teremos leituras complementares (opcionais), chats e fóruns para resolução de dúvidas. O vídeo a seguir exemplifica o tipo de vídeo que teremos no curso.

Confira abaixo o conteúdo do curso. A descrição completa e informações sobre inscrições estão disponíveis nesta página. Dúvidas podem ser encaminhadas através do “Fale conosco” da Content Mind.

Conteúdo do curso

Unidade 1: Código de Catalogação Anglo-Americano (AACR2)

1.1 Catalogação, catálogos e registros bibliográficos
1.2 Estrutura do AACR2
1.3 Regras gerais para a descrição
1.4 Descrição de livros
1.5 Descrição de dissertações e teses
1.6 Escolha dos pontos de acesso
1.7 Pontos de acesso para pessoas
1.8 Pontos de acesso para entidades coletivas
1.9 Leituras complementares (opcionais)

Exercícios da Unidade 1:
Exercício 1 – Regras gerais para a descrição
Exercício 2 – Descrição de livros
Exercício 3 – Escolha dos pontos de acesso

Unidade 2: Formato MARC 21 Bibliográfico

2.1 Conceitos iniciais
2.2 Campos e subcampos
2.3 Catalogação de documentos textuais monográficos com o Formato MARC 21
2.4 Atividade complementar de memorização (opcional)
2.5 Leituras complementares (opcionais)

Exercícios da Unidade 2:
Exercício 4 – Questões sobre o Formato MARC 21 Bibliográfico
Exercício 5 – Catalogação com o Formato MARC 21 Bibliográfico
Exercício 6 – Correção de registros no Formato MARC 21 Bibliográfico

Unidade 3: Controle de autoridade

3.1 Introdução ao controle de autoridade
3.2 Procedimentos e instrumentos para o controle de autoridade
3.3 Conceitos iniciais sobre o Formato MARC 21 de Autoridade
3.4 Campos e subcampos para os registros de autoridade
3.5 Criação de registros de autoridade
3.6 Atividade complementar de memorização (opcional)
3.7 Leituras complementares (opcionais)

Exercícios da Unidade 3:
Exercício 7 – Questões sobre controle de autoridade
Exercício 8 – Criação de registros de autoridade para pessoas, entidades coletivas e eventos
Exercício 9 – Criação de registros de autoridade para termos tópicos e nomes geográficos

Unidade complementar (opcional)

Questões de concurso sobre catalogação

Mais informações e inscrições

 

A utilização do RDA na criação de registros de autoridade para pessoas, famílias e entidades coletivas

Resource Description and Access

O volume 18, número 37 da revista Encontros Bibli, publicado em agosto de 2013, trouxe o artigo “A utilização do Resource Description and Access (RDA) na criação de registros de autoridade para pessoas, famílias e entidades coletivas“, de autoria minha e da professora Plácida L. V. Amorim da Costa Santos.

Considerando o desenvolvimento do Resource Description and Access (RDA) e a importância do controle de autoridade para os catálogos, objetiva apresentar o RDA, seu surgimento e desenvolvimento, contextualizar a criação de registros de autoridade na catalogação descritiva e apresentar a utilização do RDA no registro dos atributos e relacionamentos das entidades pessoa, família e entidade coletiva. Apresenta o RDA, sua relação com os modelos conceituais FRBR e FRAD, as seções, capítulos, atributos e relacionamentos definidos para pessoas, famílias e entidades coletivas. Por fim destaca algumas diferenças entre o RDA e o AACR2r e apresenta considerações sobre a implantação do RDA.

O artigo, um dos resultados de meu estudo sobre a importância do controle de autoridade e sobre sua situação diante do modelo conceitual FRAD e do RDA, está disponível em: dx.doi.org/10.5007/1518-2924.2013v18n37p203.

MADS: uma alternativa à utilização do Formato MARC 21 para Dados de Autoridade

Metadata Authority Description Schema (MADS)

O número mais recente (v. 18, n. 1) da revista Informação & Informação, publicada pelo Departamento de Ciência da Informação da Universidade Estadual de Londrina (UEL), trouxe entre seus artigos o trabalho Metadata Authority Description Schema (MADS): uma alternativa à utilização do formato MARC 21 para dados de autoridade, de autoria minha e da Prof.ª Plácida Santos.

Introdução: O intercâmbio de registros de autoridade requer o estabelecimento e a adoção de padrões de metadados, tais como o Formato MARC 21 para Dados de Autoridade, formato utilizado por diversas agências catalogadoras, e o Metadata Authority Description Schema (MADS), padrão que permanece pouco explorado pela literatura e pouco difundido entre as agências.

Objetivo: Apresentar um estudo introdutório sobre o padrão MADS.

Metodologia: Pesquisa bibliográfica descritiva e exploratória.

Resultados: São abordados o contexto de criação do MADS, seus objetivos, sua estrutura e as principais questões relacionadas à conversão de registros em MARC 21 para registros MADS.

O artigo completo está disponível neste endereço. Seguem as figuras utilizadas do artigo em melhor qualidade.

Exemplo de registro MADS
Figura 1 – Exemplo de registro MADS. Fonte: adaptado de: <http://lccn.loc.gov/n79026451/mads>. Acesso em: 4 dez. 2011.
Exemplos da utilização dos elementos mads e madsCollection
Figura 2 – Exemplos da utilização dos elementos mads e madsCollection
Conversão de registros MARC 21 para registros MADS
Figura 3 – Conversão de registros MARC 21 para registros MADS
Opções na conversão do subcampo “q” do campo 100
Figura 4 – Opções na conversão do subcampo “q” do campo 100