Anais do VII Encuentro de Catalogadores

Estão disponíveis no site da Biblioteca Nacional da Argentina os anais do VII Encuentro Internacional e no III Nacional de Catalogadores “Estándares y procedimientos para la organización de la información”, realizados em Buenos Aires nos dias 23, 24 e 25 de novembro de 2011.

As temáticas dos trabalhos apresentados durante o evento são:

  • Normas de catalogação (AACR2, RDA, ISBD)
  • Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos (FRBR)
  • Formato MARC 21
  • Metadados
  • Controle de autoridade de nomes e de assuntos
  • Vocabulários controlados
  • Cooperação em catalogação
  • Formação de catalogadores

Os textos e os slides dos trabalhos podem ser conferidos no endereço http://www.bn.gov.ar/vii-encuentro-de-catalogadores.

(Sugestão da Zaira Regina Zafalon por meio da lista de discussão do Grupo de Estudos e Pesquisas em Catalogação.)

Virtual International Authority File (VIAF)

O Virtual International Authority File (VIAF) (Arquivo de Autoridade Internacional Virtual ou Base Virtual Internacional de Autoridade) é um projeto conjunto de várias instituições implementado pela OCLC.

O objetivo do VIAF é reduzir o custo e aumentar a utilidade dos arquivos de autoridade por meio da correspondência e vinculação de registros de autoridade e da disponibilização destes na Web.

O VIAF, que iniciou apenas com pontos de acesso para pessoas, cobre hoje também entidades coletivas, obras e expressões, totalizando quase 20 milhões de registros de autoridade de 24 fontes [1]. A quantidade de registros, aliada a facilidade de consulta, torna o VIAF uma fonte de informação muito útil para catalogadores.

Algumas das instituições que participam do projeto:

National Library of Australia
Library and Archives Canada
Bibliotheca Alexandrina (Egypt)
Bibliothèque nationale de France
Deutsche Nationalbibliothek
Biblioteca Nacional de Portugal
Biblioteca Nacional de España
Library of Congress/NACO

Mais informações sobre o VIAF podem ser obtidas na página do próprio projeto, na página sobre o projeto ou nos registros da webinar recentemente realizada pela OCLC.

Pontos de acesso: controlados, não controlados, autorizados e formas variantes

Tipos de pontos de acesso
Algumas vezes a terminologia empregada na catalogação é um pouco confusa, o que acaba dando origem a algumas inquietações na hora de ler ou redigir um texto. Um dos termos que acredito que gera um pouco de confusão é “ponto de acesso”.

O que seria um ponto de acesso?

Para tentar esclarecer um pouco sobre os pontos de acesso, apresento aqui algumas definições encontradas na Declaração dos princípios internacionais de catalogação e algumas considerações que podem auxiliar na compreensão desse elemento essencial aos catálogos.

Primeiramente, um “ponto de acesso” é definido como “um nome, termo, código, etc. por meio do qual, dados bibliográficos ou de autoridade são procurados e identificados” (Statement…, 2009, p. 9, tradução nossa).

Um ponto de acesso pode ser controlado ou não. Um “ponto de acesso controlado” é um ponto de acesso registrado em um registro de autoridade, enquanto que um “ponto de acesso não-controlado” não é controlado por um registro de autoridade (Statement…, 2009).

Por sua vez, um ponto de acesso controlado pode ser autorizado ou uma forma variante do nome. Um “ponto de acesso autorizado” é o ponto de acesso controlado preferido para representar uma entidade e construído de acordo com regras e padrões, enquanto que uma “forma variante do nome” é uma forma do nome que não a escolhida como o ponto de acesso autorizado para a entidade. A forma variante do nome, também chamada de remissiva ou ponto de acesso não autorizado, pode ser utilizada para acessar o registro de autoridade para a entidade ou ser apresentada como um link para o ponto de acesso autorizado (Statement…, 2009).

Já que uma imagem vale mais que mil palavras, segue um gráfico que fiz com base nas definições apresentadas acima:

pontos-de-acesso-catalogacao

Além de se dividirem em controlado e não controlado, autorizado e forma variante, os pontos de acesso podem ser divididos de acordo com os tipos de entidades que eles representam. Por exemplo, o ponto de acesso que representa uma pessoa é chamado de “ponto de acesso de nome pessoal”, enquanto que o representa um assunto pode ser chamado de “ponto de acesso de assunto”.

Alguns exemplos de pontos de acesso:

Pontos de acesso representando pessoas:

  • Wilde, Oscar, 1854-1900 (Ponto de acesso autorizado para o escritor Oscar Wilde construído de acordo com o RDA)
  • Wilde, Oscar Fingal O’Flahertie Wills, 1854-1900 (Forma variante do nome – ponto de acesso não autorizado – para o escritor Oscar Wilde construído de acordo com o RDA)

Ponto de acesso representando uma família:

  • Allende (Família : Chile) (Ponto de acesso autorizado para a família Allende (família chilena que reúne grandes políticos e escritores) construído de acordo com o RDA)

Pontos de acesso representando entidades coletivas:

  • Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação (Ponto de acesso autorizado para a Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação (SPCE) construído de acordo com o RDA)
  • Lacrimosa (Grupo musical) (Ponto de acesso autorizado para a banda musical Lacrimosa construído de acordo com o RDA)

Pontos de acesso representando assuntos:

  • Programas de Imunização (Ponto de acesso autorizado)
  • Programas de Vacinação (Forma variante – ponto de acesso não autorizado)

Qual a diferença entre ponto de acesso e entrada? E entre ponto de acesso e cabeçalho?

É comum o emprego dos termos “ponto de acesso”, “cabeçalho” e “entrada” como sendo sinônimos, no entanto acredito que, muitas vezes, tal uso se dá de modo incorreto. Seguem alguns esclarecimentos:

Cabeçalho”, segundo o Código de Catalogação Anglo-Americano (AACR2r) (2004, p. D-2) é “um nome, palavra ou frase, colocados no alto de uma entrada catalográfica para fornecer um ponto de acesso”. De fato, exceto pela expressão “no alto de uma entrada catalográfica”, o conceito de cabeçalho apresentado no AACR2r é semelhante ao de ponto de acesso da Declaração dos princípios internacionais de catalogação (Statement…, 2009, p. 9). Assim, posso dizer que “cabeçalho” e “ponto acesso” são sinônimos.

O que diferencia esses dois termos é que “cabeçalho” volta-se mais ao contexto dos catálogos de fichas, enquanto que “ponto de acesso” mostra-se mais atualizado e adequado para acompanhar a catalogação no contexto dos catálogos digitais e dos avanços das Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC).

Já o termo “entrada” representa um registro de um item no catálogo (Código…, 2004, p. D-5). Essa denominação advém dos catálogos analógicos, nos quais uma entrada é composta por um ponto de acesso (ou cabeçalho), uma descrição e dados de localização.

Uma ficha catalográfica pode ser um bom exemplo de uma entrada, vejamos:

Ficha catalográfica - exemplo de uma entrada

Por mais que “entrada” signifique um registro, tal termo vem sendo utilizado no contexto dos catálogos digitais com o mesmo significado de “ponto de acesso”.

Utilizar “entrada” como sinônimo de “ponto de acesso” é incorreto uma vez que uma entrada compreende, entre outros elementos, um ponto de acesso.

Referências

CÓDIGO de catalogação anglo-americano. 2. ed., rev. 2002. São Paulo: FEBAB, 2004.

As formas de representação e o controle de autoridade

Esta semana apresentei meu seminário na disciplina “Formas de representação da informação: dos catálogos aos repositórios digitais” do Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da Unesp/Marília.

O tema da apresentação foi: “O papel das formas de representação para o controle de autoridade”.

Segue o link para os slides que utilizei:

O papel das formas de representação para o controle de autoridade


A apresentação foi realizada em 17 de junho de 2011.

Controle de autoridade: pontos de acesso, dados, registros, arquivos e sistemas de autoridade

Seguem os slides que utilizei durante minha apresentação na 1ª fase do XXIII Congresso de Iniciação Científica da Unesp, realizada hoje, 21 de setembro de 2011, na Unesp, Campus de Marília.

Para essa apresentação selecionei uma parte da minha pesquisa “Controle de autoridade: definições, processos e componentes”, focando apenas nos componentes que fazem parte do trabalho de autoridade: pontos de acesso, dados de autoridade, registros de autoridade, arquivos de autoridade e sistemas de autoridade.