O VIAF e a agregação de valores por metadados de autoridade

O VIAF e a agregação de valores por metadados de autoridade

A Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação (RDBCI) publicou em seu volume 15, número 3, de 2017, o artigo O Virtual International Authority File – VIAF e a agregação de valores por metadados de autoridade, de autoria de Luiza de Menezes Romanetto, Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa Santos e Rachel Cristina Vesú Alves.

O Virtual International Authority File (VIAF) é um consórcio de cooperação internacional oferecido pela, por meio do qual tem sido estabelecida a cooperação entre agências e bibliotecas nacionais em diversas localidades do mundo, na agregação de valores e disponibilização de arquivos de autoridade em Linked Open Data. O consórcio foi idealizado a partir de fundamentos, conceitos e tecnologias estabelecidos na catalogação que, diante de limitações tecnológicas, têm sido convertidos a partir das recomendações do World Wide Web Consortium para a publicação de dados vinculados, o que proporciona infraestrutura para o intercâmbio e compartilhamento de dados de autoridade na Web de dados, além da construção de vocabulários de valor de alto nível. Este estudo tem por objetivo apresentar e descrever os fundamentos, conceitos e tecnologias envolvidas no desenvolvimento do VIAF. O estudo, realizado por meio de pesquisa bibliográfica e documental, apresenta como resultados a relação entre os conceitos de controle de autoridade, controle de bibliográfico, Linked Data, entre outros, com a infraestrutura estabelecida no VIAF, assim como a contribuição do consórcio na unificação de variações nacionais nas descrições de valor, por meio da formação de cluster que proporciona controle terminológico de valores que contemplam diversidade linguística e cultural. Conclui-se que o VIAF representa uma iniciativa democrática de cooperação a nível internacional e que pode ser utilizado tanto como uma fonte confiável de arquivos de autoridade para instituições bibliotecárias, quanto para as comunidades da Web de dados.

O artigo está disponível em: https://periodicos.sbu.unicamp.br/ojs/index.php/rdbci/article/view/8647488

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O catálogo da biblioteca e o linked data

O catálogo da biblioteca e o Linked Data

A revista Em Questão, em seu volume 23, número 2, publicou o artigo O catálogo da biblioteca e o linked data, de autoria de Liliana Giusti Serra e José Eduardo Santarém Segundo.

O artigo discorre sobre as possibilidades de aplicação de conceitos da web semântica no catálogo, por meio da aplicação de linked data, favorecendo a troca de informações de forma dinâmica, legível por pessoas e máquinas, com dados estruturados e conectados. Para tanto, trata-se de pesquisa exploratória realizada por meio de levantamento bibliográfico, com seleção de textos que discorrem sobre os catálogos, partindo dos objetivos enunciados por Cutter até a disponibilização dos mesmos na Web; e identificação da web semântica e linked data. O formato MARC é apresentado como elemento que iniciou a descrição em formato legível por máquinas e permitiu o intercâmbio de registros bibliográficos, mostrando-se, contudo, incapaz de satisfazer as necessidades descritivas atuais. A web semântica é apresentada, partindo dos componentes de metadados exemplificados por ferramentas e modelo de dados até o linked data. O RDF é apresentado como um modelo de dados que permite a construção da estrutura necessária para a ligação de dados na Web, proporcionando flexibilidade na escolha dos elementos descritivos que são utilizados com recursos bibliográficos. Foram identificadas iniciativas de utilização de linked data em bibliotecas, como a estruturação de vocabulários e nomes de pessoas, identificando resultados em seu emprego. O texto finaliza com a identificação de ganhos oriundos do uso de linked data nos catálogos das bibliotecas e a necessidade de publicação de dados abertos e interoperáveis pelas instituições, ampliando as possibilidades de novas ligações de dados.

O artigo completo está disponível em: http://dx.doi.org/10.19132/1808-5245232.167-185

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BIBFRAME: modelo de dados interligados para bibliotecas

BIBFRAME: modelo de dados interligados para bibliotecas

A revista Informação & Informação publicou em seu volume 21, número 2, de 2016, o artigo BIBFRAME: modelo de dados interligados para bibliotecas, de autoria de Rogério Aparecido Sá Ramalho.

Introdução: O desenvolvimento tecnológico da última década tem proporcionado novos instrumentos de modelagem, representação e organização de recursos informacionais nas mais diversas áreas do conhecimento. No campo da Ciência da Informação destaca-se o Bibliographic Framework (BIBFRAME) como um novo modelo de dados que possibilita a descrição formal dos relacionamentos entre os recursos. Este modelo está relacionado com as tendências de pesquisa envolvendo Linked Data; Data Science; Publicação Ampliada e Web Semântica.

Objetivo: Fornecer subsídios teóricos que contribuam para uma melhor compreensão do modelo de dados BIBFRAME, descrever seus elementos e apresentar uma discussão sobre os principais desafios e perspectivas de uso deste novo modelo de dados em bibliotecas.

Metodologia: Pesquisa exploratória e descritiva, com abordagem teórica.

Resultados: Foram apresentadas as principais tecnologias, elementos conceituais e características do modelo BIBFRAME e relatados os desafios e perspectivas de uso deste novo modelo de dados em bibliotecas.

Conclusões: O modelo BIBFRAME contribui para uma mudança de paradigma em relação à forma como encaramos os processos de controle, troca e compartilhamento de recursos informacionais, fornecendo um impulso para o reposicionamento das bibliotecas no cenário contemporâneo, a fim de fortalecer atividades relacionada à identificação e formalização dos relacionamentos entre recursos disponíveis na Web.

O artigo completo está disponível em: http://dx.doi.org/10.5433/1981-8920.2016v21n2p292

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Protótipo Linked Data para a catalogação

Um protótipo Linked Data para catalogação semântica de publicações

A revista Perspectivas em Ciência da Informação publicou em seu volume 21, número 4, o artigo Um protótipo Linked Data para catalogação semântica de publicações, de autoria de Nilton Freitas Junior e Mark Douglas de Azevedo Jacynto.

Este artigo apresenta a proposta e subsequente construção de um protótipo para catalogação semântica de publicações científicas. O protótipo desenvolvido segue os princípios Linked Data da nova Web Semântica proposta pelo consórcio W3C e encontra-se operacional. A proposta tem como diferencial o fato de todos os arquivos digitais das publicações serem anotados semanticamente com metadados semiestruturados inteligíveis por máquinas, permitindo que agentes de software nos auxiliem nas tarefas de busca, integração e processamentos de tais publicações, estabelecendo uma base de conhecimento Linked Data de publicações. A pesquisa que ampara o estudo e desenvolvimento do protótipo apresenta conceitos inerentes à Web Semântica, ao padrão de dados semiestruturados Resource Description Framework (RDF) e o uso de ontologias para representação de domínios de conhecimento. Testes de funcionamento são demonstrados e foram realizados com algumas publicações também relacionadas ao tema, salientando a capacidade do protótipo em fornecer informações acessíveis a pessoas e a máquinas (agentes de software), por meio de negociação de conteúdo. O protótipo encontra-se hospedado e está disponível para verificação online por qualquer interessado no tema deste artigo.

O artigo completo está disponível em: http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/article/view/2664

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Descrição bibliográfica na Web Semântica

Descrição bibliográfica na era da Web Semântica: por uma nova noção de documento

A revista Informação & Sociedade: Estudos publicou em seu volume 26, número 2, o artigo Descrição Bibliográfica na era da Web Semântica: por uma nova noção de documento de autoria de Solange Puntel Mostafa, José Eduardo Santarém Segundo e Deise Maria Antonio Sabbag.

A partir da filosofia pragmatista de William James a qual valoriza a noção de fragmentação e a junção disjuntiva de fragmentos, bem como a partir da filosofia francesa do pós-68 delineou-se a noção de documento como agenciamento permitindo assim traçar a evolução de protocolos para a descrição bibliográfica desde o AACR, passando pelo modelo conceitual FRBR, RDA e chegando à Web Semântica onde são identificadas estruturas rizomáticas de representação do conhecimento.

O artigo está disponível em: http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/29354

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