Curso online de catalogação com início em fevereiro de 2017

Curso online Catalogação: AACR2, MARC 21 e Controle de autoridade

É com grande alegria que informo que estão reabertas as inscrições para o curso online Catalogação: AACR2, MARC 21 e Controle de autoridade. O curso, com conteúdo revisto e atualizado, iniciará em 1º de fevereiro de 2017.

O curso é totalmente online, tem a duração de 60 horas e conta principalmente com textos, vídeos, slides, fóruns e chats. A partir de 1º de fevereiro o aluno terá acesso a todo o conteúdo do curso e, por 60 dias consecutivos, poderá acessar as aulas e realizar os exercícios conforme sua disponibilidade e seguindo seu próprio ritmo de aprendizagem. Como exemplo do material utilizado no curso, segue um dos vídeos da Unidade 2 (Formato MARC 21 Bibliográfico):

Conteúdo do curso

► Unidade 1: Código de Catalogação Anglo-Americano (AACR2)
1.1 Catalogação, catálogos e registros bibliográficos
1.2 Estrutura do AACR2
1.3 Regras gerais para a descrição
1.4 Descrição de livros
1.5 Descrição de outros tipos de documentos
1.6 Escolha dos pontos de acesso principais e secundários
1.7 Pontos de acesso para pessoas
1.8 Pontos de acesso para entidades coletivas
1.9 Leituras complementares (opcionais)

Exercícios da Unidade 1:
Exercício 1 – Regras gerais para a descrição
Exercício 2 – Descrição de livros
Exercício 3 – Escolha e criação dos pontos de acesso

► Unidade 2: Formato MARC 21 Bibliográfico
2.1 Conceitos iniciais
2.2 Campos e subcampos
2.2.1 Líder e campos de controle
2.2.2 Campos 0XX
2.2.3 Campos 1XX
2.2.4 Campos 2XX
2.2.5 Campos 3XX
2.2.6 Campos 490 e 800-830
2.2.7 Campos 5XX
2.2.8 Campos 6XX
2.2.9 Campos 7XX
2.2.10 Campo 856
2.3 Catalogação de documentos textuais monográficos
2.4 Atividade complementar de memorização (opcional)
2.5 Leituras complementares (opcionais)

Exercícios da Unidade 2:
Exercício 4 – Questões sobre o Formato MARC 21 Bibliográfico
Exercício 5 – Catalogação com o Formato MARC 21 Bibliográfico
Exercício 6 – Correção de registros no Formato MARC 21 Bibliográfico

► Unidade 3: Controle de autoridade
3.1 Introdução ao controle de autoridade
3.2 Procedimentos e instrumentos para o controle de autoridade
3.3 Conceitos iniciais sobre o Formato MARC 21 de Autoridade
3.4 Campos e subcampos para os registros de autoridade
3.5 Criação de registros de autoridade
3.6 Atividade complementar de memorização (opcional)
3.7 Leituras complementares (opcionais)

Exercícios da Unidade 3:
Exercício 7 – Questões sobre controle de autoridade
Exercício 8 – Criação de registros de autoridade para pessoas, entidades coletivas e eventos
Exercício 9 – Criação de registros de autoridade para termos tópicos e nomes geográficos

► Unidade complementar (opcional)
Questões de concurso sobre catalogação

Informações e inscrições

Para mais informações, acesse a página do curso na Content Mind e/ou escreva para content@contentmind.com.br.

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Atualizações nos Formatos MARC 21 (novembro de 2016)

Atualizações nos Formatos MARC 21 (novembro de 2016)

Em novembro deste ano foram anunciadas as alterações nos Formatos MARC 21 decorrentes de sua 23ª atualização (MARC 21 Update No. 23). As principais alterações desta atualização são:

No MARC 21 Bibliográfico:

  • Criação do campo 647 – Entrada secundária de assunto – Nome de evento (R) – utilizado para eventos (ou melhor, acontecimentos) que não podem ser considerados responsáveis, por exemplo, batalhas, terremotos, crises financeiras, incêndios, furacões, motins, greves, erupções vulcânicas, guerras, etc. Não confunda com os eventos como conferências, congressos, etc. que são registrados nos campos X11.
  • Criação do campo 885 – Informação sobre a correspondência entre registros (R) – utilizado para armazenar os resultados dos processos de correspondência (matching) entre registros com o objetivo de auxiliar os catalogadores na verificação de uma possível correspondência entre registros.

No MARC 21 de Autoridade:

Essas e outras alterações podem ser verificadas na página MARC Format Overview. Lembrando que as últimas alterações estão destacadas em vermelho nas páginas dos Formatos MARC 21 mantidas pela Library of Congress.

Sugestão de Jaider Andrade Ferreira, bibliotecário na UFSC.

Uma nova autoridade no Formato MARC

Em sua coluna Biblioteconomia digital no Infohome, Liliana Giusti Serra comenta alguns dos impactos dessa atualização nos registros bibliográficos e de autoridade e traz exemplos da utilização dos campos 147, 447 e 647. Vale a pena conferir! http://www.ofaj.com.br/colunas_conteudo.php?cod=1025

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Scan for MARC: conversão de fichas para MARC 21

Scan for marc: conversão de registros em fichas para o Formato MARC21 Bibliográfico

A Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação (RBBD) publicou um número especial em seu volume 11 com artigos resultantes de trabalhos selecionados do XXVI CBBD, realizado em São Paulo em 2015, entre eles o artigo Scan for MARC: conversão de registros em fichas para o Formato MARC21 Bibliográfico, de autoria de Zaira Regina Zafalon, Plácida L. V. A. da C. Santos, Ana Maria Pereira e Jairo da Silva.

Aborda conversão de registros bibliográficos a ser usado por instituições que não disponibilizam a totalidade de dados de seus acervos em catálogos online de acesso público. Apesar da possibilidade de recorrerem a processos de conversão retrospectiva de registros bibliográficos para saldar tal lacuna, trabalhos técnicos tornam-se necessários, tais como adequação de pontos de acesso de assunto, de notas e outras informações locais nos quais incorrem correção, supressão de campos, modificação de conteúdo e acréscimo de informações locais. Apresenta-se a conversão retrospectiva de dados bibliográficos a partir do processamento de imagens, que considera o aproveitamento integral do registro bibliográfico da própria instituição (dados bibliográficos, pontos de acesso e dados de localização, já definidos nos registros analógicos). Propõe-se como objetivo principal apresentar o Scan for MARC, um interpretador computacional de acesso web para conversão de dados bibliográficos analógicos para o Formato MARC21 Bibliográfico. Recorre-se à abordagem qualitativa, com caráter exploratório e descritivo, e à pesquisa bibliográfica. Os resultados apresentam contribuições no plano científico, diante do desenvolvimento de aspectos sintáticos e semânticos de registros bibliográficos; no plano tecnológico, dado o desenvolvimento do Scan for MARC como produto para a melhoria de processos de conversão de dados bibliográficos analógicos; no plano social, inerente ao compartilhamento de registros e às suas metodologias, à ampliação do acesso aos metadados e à interoperabilidade entre sistemas gerenciadores de bibliotecas, fatores que contribuem para a discussão e socialização do conhecimento científico/tecnológico.

O artigo completo está disponível em https://rbbd.febab.org.br/rbbd/article/view/545

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Síntese sobre a escolha dos pontos de acesso

Escolha dos pontos de acesso

Uma das dificuldades de quem está aprendendo a utilizar (ou de quem já utiliza) o AACR2r está na escolha dos pontos de acesso, pois a organização e a aplicação das regras do Capítulo 21 nem sempre são claras para todos.

Pensando nesta dificuldade, decidi postar aqui um quadro com uma síntese das principais regras para a escolha dos pontos de acesso principal e secundários, com as indicações destas regras no AACR2r e com os campos em que estes pontos de acesso são registrados no Formato MARC 21 Bibliográfico.

Vale lembrar que a forma dos pontos de acesso é determinada a partir dos demais capítulos da Parte II do AACR2r (capítulos de 22 a 26). O quadro é apenas uma síntese, portanto, consulte o código de catalogação para detalhes e para os casos não contemplados no quadro.

Situação Ponto de acesso principal Ponto de acesso secundário
Até 3 autores (AACR2r 21.6B, 21.6C1) Autor em destaque ou mencionado primeiro (MARC 100) Título (MARC 245); segundo autor (MARC 700); terceiro autor (MARC 700)
Mais de 3 autores (nenhum deles é indicado como o principal responsável) (21.6C2) Título (245) Autor mencionado primeiro (700)
Obra organizada (textos de diferentes autores com título coletivo) com até 3 organizadores (21.7B) Título (245) Organizadores (700); autor mencionado primeiro (se houver mais de 3 autores mencionados na fonte de informação) (700)
Obra organizada (textos de diferentes autores com título coletivo) com mais de 3 organizadores (21.7B) Título (245) Organizador em destaque ou mencionado primeiro (700); autor mencionado primeiro (se houver mais de 3 autores mencionados na fonte de informação) (700)
Obra traduzida com até 3 tradutores (21.30A1, 21.30K1) O mesmo utilizado para a obra original Os mesmos utilizados para a obra original; tradutores, se necessários (700)
Obra traduzida com mais de 3 tradutores (21.30A1, 21.30K1) O mesmo utilizado para a obra original Os mesmos utilizados para a obra original; primeiro tradutor, se necessário (700)
Obras que fazem parte de uma série (21.30L) O mesmo utilizado para a obra Os mesmos utilizados para a obra; título da série (830)
Obras de autoria de entidades coletivas (até 3 entidades coletivas) (21.1B, 21.6C) Entidade em destaque ou mencionada primeiro (110) Título (245); segunda entidade (710); terceira entidade (710)
Obras de autoria de entidades coletivas (mais de 3 entidades coletivas) (21.1B, 21.6C) Título (245) Entidade mencionada primeiro (710)
Anais de eventos (21.1B, 24.3F, 24.7) Nome do evento (número : ano : local) (111) Título dos anais (245)
Obras que não são de autoria de pessoas e nem entidades coletivas (21.1C) Título (245) Outras pessoas ou entidades responsáveis (se forem até 3) (700); primeira pessoa ou entidade responsável (se forem mais de 3) (700 ou 710)

Tradutores

“Faça um ponto de acesso secundário para o tradutor quando (AACR2r 21.30K1):

  • O ponto de acesso principal foi feito para uma entidade coletiva ou para o título, ou
  • O ponto de acesso principal foi feito para uma pessoa e:

a) A tradução for em verso, ou

b) A tradução for importante por si mesma, ou

c) A obra tiver sido traduzida para uma mesma língua mais de uma vez, ou

d) A redação da fonte principal de informação sugerir que o tradutor é o autor, ou

e) Puder ser difícil localizar o recurso por seu ponto de acesso principal”

Obras de entidades coletivas

Sobre as obras emanadas de entidades coletivas, o AACR2r diz:

“21.1B2. Regra geral. Faça a entrada de uma obra emanada de uma ou mais entidades sob o cabeçalho estabelecido para a entidade correspondente (veja 21.4B, 21.5B) se pertencer a uma ou mais das categorias seguintes:

a) obras de natureza administrativa que tratam da própria entidade ou de sua política interna, procedimentos, finanças e/ou operações ou de seus funcionários graduados, pessoal e/ou membros (p.ex., diretórios) ou de seus recursos (p.ex., catálogos, inventários)

b) algumas obras de caráter legal, governamental ou religioso, como as dos seguintes tipos: leis (veja 21.31); decretos do executivo com força de lei (veja 21.31); regulamentos administrativos (veja 21.32); constituições (veja 21.33); regulamentos de tribunais (veja 21.34); tratados, etc. (veja 21.35); decisões de tribunais (veja 21.36); sessões legislativas; leis religiosas (p.ex., direito canônico); obras litúrgicas (veja 21.39)

c) obras que registram o pensamento coletivo da entidade (p.ex., relatórios de comissões, comitês etc.; declarações oficiais sobre questões externas)

d) obras que relatam a atividade coletiva de uma conferência (p.ex., atas, coleções de trabalhos), de uma expedição (p.ex., resultados de explorações, investigações), ou de um evento (p.ex., uma exposição, feira, festival), desde que estejam compreendidas na definição de entidade (21.1B1) e que o nome dessa conferência, expedição ou evento seja mencionado no item que está sendo catalogado

e) as resultantes da atividade coletiva de um grupo executante que atua como conjunto, quando a responsabilidade do grupo vai além da simples interpretação, execução etc. Publicações resultantes de tal atividade incluem gravações de som, filmes cinematográficos, gravações de vídeo e registros escritos de interpretações (Para entidades que funcionam somente como intérpretes de gravações de som, veja 21.23)

f) materiais cartográficos que emanam de uma entidade cuja responsabilidade vai além da mera publicação ou distribuição.
Em caso de dúvida se uma obra corresponde a uma ou mais categorias, trate-a como se não pertencesse a nenhuma.

[…]

21.1B3. Se uma obra emana de uma ou mais entidades e está fora das categorias enumeradas em 21.1B2, trate-a como se não houvesse menção de entidade. Faça entradas secundárias sob os cabeçalhos de entidades mencionadas com destaque de acordo com as instruções de 21.30E.”

Referências

CÓDIGO de catalogação anglo-americano. 2. ed., rev. 2002. São Paulo: FEBAB, 2004.

Crédito da imagem: Card Catalog / by SteveLambert.

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Preenchimento do campo 045 (Período cronológico) do MARC 21

Campo 045 (Código do período cronológico) dos Formatos MARC 21

O campo 045 (Código do período cronológico) dos Formatos MARC 21 para Dados Bibliográficos e para Dados de Autoridade contém códigos representando os períodos cronológicos utilizados nos pontos de acesso secundários de assunto (campos 6XX) (incluindo as subdivisões cronológicas – $y) dos registros bibliográficos ou nos campos 15X e 18X dos registros de autoridade.

Geralmente é utilizado apenas o subcampo $a (Código do período cronológico) desse campo. Para preencher esse subcampo é necessário criar um código de 4 caracteres que represente o período cronológico em questão.

Os passos para criar esse código para as datas da “Era comum” (“Common Era”, que equivale ao “Depois de Cristo”) são:

Passo 1

Escolha uma letra minúscula para representar o século:

Letra Período Século
e 1-99 I
f 100-199 II
g 200-299 III
h 300-399 IV
i 400-499 V
j 500-599 VI
k 600-699 VII
l 700-799 VIII
m 800-899 IX
n 900-999 X
o 1000-1099 XI
p 1100-1199 XII
q 1200-1299 XIII
r 1300-1399 XIV
s 1400-1499 XV
t 1500-1599 XVI
u 1600-1699 XVII
v 1700-1799 XVIII
w 1800-1899 XIX
x 1900-1999 XX
y 2000-2099 XXI

Exemplos:

  • Século XX → 1900-1999 → x
  • Século XIII → 1200-1299→ q
  • Século XV → 1400-1499 → s

Astronomical Clock Face

Passo 2

Acrescente após a letra um dígito de 0 a 9 para indicar a década dentro do século. Se a década não está especificada, acrescente um hífen (-).

Exemplos:

  • Século XX, década de 1930 → x3
  • Século XX, ano de 1964 → x6
  • Século XIII (década não especificada) → q-

Passo 3

Caso você esteja representando um período que vai de uma década a outra ou de um século ao outro, siga os Passos 1 e 2 para escolher a letra e o dígito que representam a outra década ou século.

Exemplos:

  • Século XX, da década de 1930 à década de 1950 → x3x5
  • Século XX, do ano de 1964 ao ano de 1985→ x6x8
  • Do século XIII (década não especificada) até o século XV (década não especificada) → q-s-

Passo 4

Caso você esteja representando apenas um ano, um período dentro de uma mesma década ou um século como um todo, basta repetir os dois caracteres escolhidos nos Passos 1 e 2.

Exemplos:

  • Apenas um ano: 1912 → x1x1
  • Apenas uma década: 1850 → w5w5
  • Apenas um século: século XX → x-x-

Exemplos completos

  • 650 04 $a Banco de dados $y 1970-1980
  • 045 ## $a x7x8
  • 650 04 $a Batatas $x Cultivo $y 1950
  • 045 ## $a x5x5
  • 650 04 $a Medicina $x História $y Século XIX
  • 045 ## $a w-w-
  • 650 04 $a Terrorismo $z Estados Unidos $y 2001
  • 045 ## $a y0y0
  • 650 04 $a Cruzadas $y Século XI-XIII
  • 045 ## $a o-q-
  • 651 #4 $a Brasil $x Política $y República Velha (1889-1930)
  • 045 ## $a w8x3

Fontes