Apresentação do curso Catalogação: AACR2, MARC 21 e Controle de autoridade

Catalogação: AACR2, MARC 21 e Controle de autoridade

No próximo dia 3 de agosto iniciaremos o curso online Catalogação: AACR2, MARC 21 e Controle de autoridade. Como recebi algumas dúvidas, gravei esse vídeo explicando melhor o conteúdo e a dinâmica de novo curso:

Mais informações sobre o curso estão disponíveis em: http://www.contentmind.com.br/cursos/aacr2.

Curso online: AACR2, MARC 21 e controle de autoridade

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Desde 2013 ministro o curso online Catalogação: conceituais, práticas, atualidades e tendências em parceria com a Content Mind – Educação continuada para profissionais da informação. Hoje venho anunciar para vocês mais um curso resultante de nossa parceria: Catalogação: AACR2, MARC 21 e controle de autoridade.

O curso iniciará em 3 de agosto de 2015 e terá a carga horária de 60 horas. Ao iniciar o curso, o aluno terá acesso a todo o conteúdo, de modo que poderá avançar durante 60 dias corridos seguindo seu próprio ritmo de estudo.

O curso será 100% online e contará com aulas expositivas (com textos, slides, vídeos e webconferências) e práticas (com exercícios realizados em ambientes digitais específicos do curso). Além disso, teremos leituras complementares (opcionais), chats e fóruns para resolução de dúvidas. O vídeo a seguir exemplifica o tipo de vídeo que teremos no curso.

Confira abaixo o conteúdo do curso. A descrição completa e informações sobre inscrições estão disponíveis nesta página. Dúvidas podem ser encaminhadas através do “Fale conosco” da Content Mind.

Conteúdo do curso

Unidade 1: Código de Catalogação Anglo-Americano (AACR2)

1.1 Catalogação, catálogos e registros bibliográficos
1.2 Estrutura do AACR2
1.3 Regras gerais para a descrição
1.4 Descrição de livros
1.5 Descrição de dissertações e teses
1.6 Escolha dos pontos de acesso
1.7 Pontos de acesso para pessoas
1.8 Pontos de acesso para entidades coletivas
1.9 Leituras complementares (opcionais)

Exercícios da Unidade 1:
Exercício 1 – Regras gerais para a descrição
Exercício 2 – Descrição de livros
Exercício 3 – Escolha dos pontos de acesso

Unidade 2: Formato MARC 21 Bibliográfico

2.1 Conceitos iniciais
2.2 Campos e subcampos
2.3 Catalogação de documentos textuais monográficos com o Formato MARC 21
2.4 Atividade complementar de memorização (opcional)
2.5 Leituras complementares (opcionais)

Exercícios da Unidade 2:
Exercício 4 – Questões sobre o Formato MARC 21 Bibliográfico
Exercício 5 – Catalogação com o Formato MARC 21 Bibliográfico
Exercício 6 – Correção de registros no Formato MARC 21 Bibliográfico

Unidade 3: Controle de autoridade

3.1 Introdução ao controle de autoridade
3.2 Procedimentos e instrumentos para o controle de autoridade
3.3 Conceitos iniciais sobre o Formato MARC 21 de Autoridade
3.4 Campos e subcampos para os registros de autoridade
3.5 Criação de registros de autoridade
3.6 Atividade complementar de memorização (opcional)
3.7 Leituras complementares (opcionais)

Exercícios da Unidade 3:
Exercício 7 – Questões sobre controle de autoridade
Exercício 8 – Criação de registros de autoridade para pessoas, entidades coletivas e eventos
Exercício 9 – Criação de registros de autoridade para termos tópicos e nomes geográficos

Unidade complementar (opcional)

Questões de concurso sobre catalogação

Mais informações e inscrições

 

MARC 21: de onde viemos e os problemas que temos

Representação no domínio bibliográfico: um olhar sobre os Formatos MARC 21

O primeiro número de 2015 da revista Perspectivas em Ciência da Informação trouxe o artigo Representação no domínio bibliográfico: um olhar sobre os Formatos MARC 21, de autoria minha e da Prof.ª Plácida Santos.

A representação da informação tem sido realizada em diversos domínios, um deles o domínio bibliográfico, onde está pautada em instrumentos, princípios, modelos e tecnologias, tais como os padrões de metadados e as codificações. Entre os padrões de metadados utilizados nesse domínio, estão os Formatos MARC 21, com origens na década de 1960. Considerando o amplo uso desses padrões, tem-se por objetivo (1) destacar os propósitos que conduziram à criação dos Formatos MARC 21, (2) apresentar as características da codificação dos registros nesses formatos e (3) discutir as principais críticas sobre sua situação atual. Para tanto, é realizada uma revisão de literatura sobre a origem do MARC e seu desenvolvimento até o MARC 21 e sobre a codificação de registros. Assim, é apresentada a codificação com a XML e o esquema MARCXML, bem como críticas aos Formatos MARC 21. Conclui-se que, apesar das críticas, os Formatos MARC 21 continuam sendo amplamente utilizados e disseminados e que, apesar das vantagens oferecidas pela XML, a codificação com a norma ISO 2709, criada para o intercâmbio de dados em fitas magnéticas na década de 1960, ainda é utilizada.

Figura 1 – Categorização dos instrumentos, princípios, modelos e tecnologias

Categorização dos instrumentos, princípios, modelos e tecnologias

Fonte: PICCO; ORTIZ REPISO (2012, p. 149, tradução nossa).

“O formato legível por máquina desenvolvido na LC, na década de 1960, visava à transmissão de registros em fitas magnéticas, o que justifica o caráter sequencial da codificação utilizada originalmente na transmissão de registros MARC.”

Figura 2 – Registro codificado com a ISO 2709

Registro codificado com a ISO 2709

“Apesar das normas para a codificação terem sido atualizadas no decorrer dos anos, nota-se que não houve mudanças significativas na codificação, de modo que os registros nos atuais Formatos MARC 21 são, em sua maior parte, codificados quase que da mesma forma com que eram codificados os registros na década de 1960, seja para propósitos de recuperação, por exemplo, via protocolo Z39.50, de importação entre sistemas de gerenciamento de bibliotecas ou de armazenamento em bancos de dados.”

Figura 3 – Fragmento de um registro codificado com a DTD XML

Fragmento de um registro MARC 21 codificado com a DTD XML

“Essas DTDs XML definiam todos os elementos que poderiam aparecer em um registro MARC 21 codificado com a XML e especificavam como esses elementos seriam rotulados e representados nessa codificação (TAYLOR; JOUDREY, 2009, p. 153).”

“No desenvolvimento do MARCXML foi adotada uma abordagem diferente daquela utilizada nas DTDs. Ao invés de criar um elemento para cada campo e subcampo, foram criados elementos XML para os diferentes tipos de elementos do MARC 21 (leader, controlfield, datafield e subfield), sendo que as tags dos campos, os indicadores e os códigos de subcampos definidos nos Formatos MARC 21 seriam indicados por meio de atributos XML. O resultado dessa abordagem foi um esquema único e mais simples para todos os tipos de registros MARC 21 (bibliográfico, de autoridade, etc.) (EITO BRUN, 2008, p. 154).”

Figura 4 – Registro MARC 21 codificado com o MARCXML

Registro MARC 21 codificado com o MARCXML

“[…] além da codificação tradicional sequencial, tem-se a possibilidade de codificar registros nos Formatos MARC 21 utilizando a XML, que está em maior consonância com as tecnologias de informática atuais. Mesmo com essa possibilidade, nota-se que a comunidade de bibliotecas encontra-se ainda presa à codificação da ISO 2709, utilizando uma estrutura sequencial desenvolvida para fitas magnéticas.”

Figura 5 – Codificações de registros nos Formatos MARC 21 desenvolvidas pela LC

Codificações de registros nos Formatos MARC 21 desenvolvidas pela LC

“[…] em razão dos Formatos MARC terem sido criados na década de 1960 para possibilitar a produção de fichas catalográficas, um registro MARC 21, ainda hoje, simula uma ficha catalográfica no ambiente digital.”

“Todos os problemas que temos com o MARC derivam da violação inicial da lei fundamental da automação de bibliotecas – ‘nunca automatize apenas o que você tem’. Anos atrás, clamei por uma reforma completa do MARC que deveria, essencialmente, substituir por simples registros (nomes, descrições, assuntos) com muitas e complexas conexões o que temos hoje – complexos registros com poucas conexões. É evidente que meu chamado não foi ouvido. Como uma consequência, estamos lidando com os efeitos de milhões de registros MARC e centenas de sistemas baseados nesses registros sem a capacidade de tirar vantagem da sofisticação dos modernos sistemas online.” (GORMAN, 1997, tradução nossa)

Quer ler essas e outras críticas aos Formatos MARC 21? Então acesse o artigo completo em http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/article/view/2054

Conversão de registros em XML para MARC 21: apresentação no ENANCIB 2014

ENANCIB 2014

O ENANCIB de 2014 foi realizado na Escola de Ciência da Informação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte.

Nesse ENANCIB, que foi o primeiro do qual participei, apresentei minha dissertação de mestrado, Conversão de registros em XML para MARC 21: um modelo baseado em folhas de estilo XSLT, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação da UNESP, Campus de Marília.

O ENANCIB foi transmitido online através de um canal no YouTube. Minha apresentação, apesar de pequenas perdas devido a alguns cortes na transmissão, está disponível no vídeo a seguir (a partir de 1h15m).

No evento também foram apresentados outros trabalhos sobre catalogação, tais como “Ontologia baseada nos FRBR: proposta de aplicação em catálogos online”, de Rogério Aparecido Sá Ramalho, Zaira Regina Zafalon e Marcos Teruo Ouchi. Você pode conferir a programação completa do evento,  os anais e assistar às apresentações.

O que é um campo repetitivo?

Repetitivo ou Repetível?

Já faz um tempo que algo me incomoda em alguns manuais, livros, sites, etc. de catalogação. Hoje me deparei com isso em um artigo, então decidi interromper minha leitura e vir aqui esclarecer um pouco as coisas ou, no mínimo, mostrar meu ponto de vista sobre esse assunto polêmico: “repetitivo”.

A palavra “repetitivo” tem sido associada aos campos e subcampos (ou metadados) dos padrões de metadados (MARC 21, Dublin Core, etc.) para indicar a possibilidade de um campo ou subcampo ocorrer mais de uma vez em uma mesma descrição. Se pode ocorrer mais de uma vez, é “repetitivo”; se não pode é “não repetitivo” – os clássicos (R) e (NR).

A palavra “repetitivo” diz respeito a “algo que repete” ou “algo que se repete”. Por exemplo, “Essa música é muito repetitiva” e “O discuro daquele candidato é repetitivo”.

O que temos, no caso dos campos e subcampos que podem ocorrer mais de uma vez, é a “possibilidade de se repetir”. Portanto, não temos algo “que se repete”, mas sim algo “que pode se repetir” (algo passível de repetição).

Com isso, quando estamos explicando um padrão de metadados, não é correto dizermos que um campo é repetitivo, mas sim que ele é repetível.

Mas, se estamos analisando uma descrição em particular na qual um campo ocorre mais de uma vez, podemos sim dizer que esse campo, nessa descrição, é repetitivo.

Tudo bem coleguinhas? Então corram para atualizar seus manuais de catalogação substituindo “Repetitivo (R)” por “Repetível (R)” e “Não repetitivo (NR)” por “Não repetível (NR)”.

Melhor que atualizar seu manual é atualizar seu manual e deixar um comentário aqui no blog, principalmente se você tiver um ponto de vista diferente 😉