Artigos da Cataloging & Classification Quarterly disponíveis gratuitamente

Artigos da Cataloging & Classification Quarterly disponíveis gratuitamente

A revista Cataloging & Classification Quarterly, um dos periódicos mais especializados sobre catalogação, disponibiliza gratuitamente até 31 de dezembro de 2016 12 artigos recomendados por sua editora, Sandra K. Roe. Para acessar os artigos, acesse a página explore.tandfonline.com/content/bes/ccq-freeaccess16

  • From Record Management to Data Management: RDA and New Application Models BIBFRAME, RIMMF, and OliSuite/WeCat (Mauro Guerrini & Tiziana Possemato)
  • MARC Reborn: Migrating MARC Fixed Field Metadata into the Variable Fields (Steven Bernstein)
  • A Comparison of Recorded Authority Data Elements and the RDA Framework in Chinese Character Cultures (Maiko Kimura)
  • Attitudes among German- and English-Speaking Librarians toward (Automatic) Subject Indexing (Alice Keller)
  • The Value of a Library Catalog for Selecting Children’s Picture Books (Katarina Švab & Maja Žumer)
  • Chronology in Cataloging Chinese Archaeological Reports: An Investigation of Cultural Bias in the Library of Congress Classification (Junli Diao & Haiyun Cao)
  • An Examination of the Practical and Ethical Issues Surrounding False Memoirs in Cataloging Practice (Karen Snow)
  • Popular Music in FRBR and RDA: Toward User-Friendly and Cataloger-Friendly Identification of Works (Kevin Kishimoto & Tracey Snyder)
  • The Definition of the Work Entity for Pieces of Recorded Sound (Christopher Holden)
  • When Good Enough Is Not Good Enough: Resolving Cataloging Issues for High Density Storage (Mary S. Laskowski)
  • The Rare Books Catalog and the Scholarly Database (Anne Welsh)
  • Nunavut Libraries Online Establish Inuit Language Bibliographic Cataloging Standards: Promoting Indigenous Language Using a Commercial ILS (Carol Rigby)

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Implantação do RDA na PUCRS

Implantação do RDA na PUCRS

Na tarde de hoje, 20 de julho de 2016, o Marcelo Votto Texeira, bibliotecário na PUCRS, informou ao Grupo de Estudos e Pesquisas em Catalogação (GEPCAT) sobre a implantação do RDA na Biblioteca Central da PUCRS, em Porto Alegre:

Prezados,

Venho através deste e-mail comunicar que a Biblioteca Central da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS finalizou o processo de implantação do código de catalogação Resource, Description and Access – RDA em seu catálogo bibliográfico e de autoridades.

Assim, a partir do retorno obtido junto ao RDA Steering Committee  – RSC, comunico aos catalogadores desta lista que todos os registros bibliográficos e de autoridades gerados a partir de 01 de junho pelo Setor de Tratamento da Informação da Biblioteca Central Ir. José Otão estão de acordo com as orientações do RDA.

A implantação do RDA em nosso catálogo deu-se através de um processo iniciado em novembro de 2015 e que ao longo dos meses avançou nos ajustes necessários, conforme as áreas de descrição apontadas pela edição consolidada da ISBD (2011).

A equipe que alavancou o projeto é composta pelos seguintes bibliotecários:

  • Clarissa Jesinska Selbach – Setor de Tratamento da Informação
  • Loiva Duarte Novak – Setor de Tratamento da Informação
  • Marcelo Votto Texeira – Coordenação do Setor de Tratamento da Informação
  • Michelângelo Mazzardo Marques Viana  – Coordenação de Sistemas
  • Ramon Ely – Setor de Tratamento da Informação
  • Salete Maria Sartori – Setor de Tratamento da Informação
  • Roberto Bertolo Moura – Setor de Suporte e Desenvolvimento

Em anexo a este e-mail encaminho alguns exemplos de registros em MARC21. Não são todos, pois pretendemos apresentar a sistemática para implantação futuramente em eventos da área. Todavia, é possível pesquisar em nosso catálogo, no site biblioteca.pucrs.br.

No mais, desde já, fico mais do que a disposição daqueles que quiserem conversar sobre o assunto.

Abraço.

Atenciosamente,

Marcelo Votto Texeira
Bibliotecário Sênior
Coordenador do Setor de Tratamento da Informação
Biblioteca Central Irmão José Otão
marcelo.texeira@pucrs.br | biblioteca.catalogacao@pucrs.br
www.pucrs.br/biblioteca

O Marcelo comunicou sobre a implantação também no grupo Catalogação e Metadados, no Facebook, e incluiu um arquivo com exemplos de registros criados com o RDA.

Parabenizo o Marcelo e toda equipe da PUCRS por esse importante trabalho que, certamente, servirá de modelo para outras bibliotecas brasileiras!

O RDA sob a perspectiva das tarefas do usuário

O RDA sob a perspectiva das tarefas do usuário

A Revista Ibero-americana de Ciência da Informação (RICI) publicou em seu volume 9, número 2, o artigo O novo padrão RDA sob a perspectiva das tarefas do usuário, de autoria de Raquel Bernadete Machado e Ana Maria Pereira.

O Resource Descripton and Access (RDA) configura-se atualmente como a nova diretriz para a catalogação de recursos informacionais. As atividades relacionadas à elaboração de um catálogo necessitam considerar, primordialmente, as tarefas que o usuário cumprirá na busca da informação. O modelo conceitual denominado Functional Requirements for Bibliographic Records (FRBR) arrola quatro tarefas básicas do usuário: encontrar, identificar, selecionar e obter. Assim, o objetivo deste artigo é analisar como a aplicação das novas diretrizes de catalogação RDA poderá contribuir para auxiliar na realização de tais tarefas. Com base na revisão de literatura, são apresentadas algumas considerações acerca do código RDA sob a perspectiva das tarefas do usuário. Conclui-se que a navegabilidade é a principal característica que um catálogo precisa apresentar ao usuário, desde que sejam desenvolvidos sistemas de gerenciamento de acervo mais robustos que os atualmente em uso adaptados às inovações propostas pelo RDA e pelos modelos conceituais.

O artigo completo está disponível em: http://periodicos.unb.br/index.php/RICI/article/view/15910

Confira outros artigos na Bibliografia Brasileira sobre RDA.

Créditos da imagem: Biblioteca Centro Lincoln.

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Questões de concurso #1: RDA

Questões de concurso #1: RDA

Apesar de pouco explorado na prática brasileira e ensinado apenas de forma teórica em algumas escolas de Biblioteconomia do Brasil, o RDA tem figurado entre os temas cobrados em concursos já faz alguns anos.

De modo geral, algumas questões sobre o RDA são bem superficiais, exigindo apenas o conhecimento raso de algumas “siglas”, enquanto outras exigem um conhecimento um pouco mais profundo. Selecionei algumas questões para comentar aqui no blog, iniciando, com elas, uma nova categoria de posts: Questões de concurso.

Antes de seguir para as questões, não se esqueça de se cadastrar para receber os novos posts por e-mail. 😉

A resposta é “RDA”

(UNESP, 2011) A nova norma de catalogação que surge para substituir as AACR denomina-se

(A) RDA.
(B) FRBR.
(C) ISBD.
(D) IFLA.
(E) Dublin Core.

FRBR é um modelo, não uma norma. ISBD é uma norma que existe há muito tempo, então não é nova. IFLA é um órgão, não uma norma. Dublin Core é um padrão de metadados. Sobrou apenas nosso jovenzinho RDA! Resposta: “A”.

(UNESP, 2012) A proposta de revisão do AACR2, de 2005, resultou no projeto de desenvolvimento do

(A) AACR2 revisão 2007.
(B) AACR3.
(C) FBBR.
(D) FRAD/CAD.
(E) RDA.

O RDA surgiu a partir da proposta de revisão do AACR2r. Até 2005, o novo código chamaria AACR3; em 2005 o nome foi alterado para RDA; em 2007 o RDA passou a ter em sua base o modelo FRBR. FBBR está errado, o correto é FRBR, que é um modelo. FRAD também é um modelo. CAD eu não faço ideia do que seja! Resposta: “E”.

(Cepel, 2014) Qual alternativa consiste em um novo padrão de descrição bibliográfica para recurso e acesso desenvolvido para o meio digital, cobrindo todos os tipos de mídias:

(A) AACR
(B) ISBD
(C) DC
(D) RDA
(E) MARC

AACR e ISBD não são novos. Dublin Core (DC) e MARC são padrões/formatos de metadados. Resposta: D. Confira a análise completa desta prova no blog Santa Biblioteconomia.

(IFPE, 2016) A utilização das Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) permite a disseminação da produção de informação com maior rapidez e em grande quantidade, dificultando sua organização e recuperação. Objetivando solucionar este problema, foi desenvolvido um código de catalogação que trata de elementos chave para compor os novos modelos em ambiente de informação digital. Este código é o (a)

(A) NBR
(B) AACR2
(C) RDA
(D) MARC 21
(E) USMARC

A sigla NBR, que significa norma brasileira, aparece nas normas da ABNT. AACR2 é um código de catalogação, porém não é novo. MARC 21 e USMARC são formatos para o intercâmbio de dados. MARC 21, inclusive, é o nome adotado para denominar o formato resultante da harmonização dos formatos dos EUA (USMARC) e do Canadá (CAN/MARC) em 1998. Resposta: C.

(Concurso: UFSC, 2014) A tradução CORRETA para RDA é:

(A) Recursos de Acesso.
(B) Redes de Acesso.
(C) Recursos: Descrição e Acesso.
(D) Recursos: Descrição e Acervo.
(E) Redes de Acervo.

Ainda não temos uma tradução brasileira oficial do título do RDA, menos ainda do RDA, mas as alternativas erradas estão muito erradas, então é fácil responder. Resposta: C

RDA: substituto do AACR2

O RDA é um código de catalogação, por mais que essa expressão não conste na “documentação oficial”. O AACR2 também é um código de catalogação. Um código de catalogação só pode ser substituído por outro código de catalogação. Um código de catalogação não pode substituir um formato para o intercâmbio de dados ou um modelo conceitual.

(São Paulo. Secretaria de Estado da Educação, 2013) A RDA (Recursos: Descrição e Acesso) é a nova norma para substituir:

(A) ISO 704 (Norma Internacional de Terminologia).
(B) FRAD (Requisitos Funcionais para Dados de Autoridade).
(C) FRBR (Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos).
(D) AACR2 (Código de Catalogação Anglo-Americano 2).
(E) ISBD (Descrição Bibliográfica Internacional Normalizada).

Resposta: D.

(UTFPR, 2014) O RDA (Resource Description and Access) [Recurso: Descrição e Acesso] foi desenvolvido com o intuito de:

(A) substituir o formato MARC21.
(B) substituir o AACR2.
(C) substituir o MARC21 e o AACR2.
(D) ser usado junto com o MARC21 e o AACR2, mas apenas para a descrição de recursos de acesso eletrônico.
(E) ser usado junto com o MARC21 e o AACR2, para a catalogação de recursos em suporte impresso.

Resposta: B.

Algumas das características do RDA

Essas questões já exigem um pouco mais de conhecimento sobre o RDA:

(UFSC, 2014) Considere as seguintes afirmações sobre RDA:
I) As AACR e a RDA compartilham a mesma estrutura e governança.
II) A RDA foi construída, intencionalmente, sobre os alicerces das AACR.
III) Muitas instruções RDA derivam das AACR2.
IV) A RDA nasceu de uma tentativa inicial de fazer uma revisão radical das AACR.
V) Os dados RDA não poderão ser codificados com a mesma norma MARC 21 usada para registros AACR2.

Estão CORRETAS as afirmações:

(A) apenas I, II, III e V.
(B) apenas I, II, III e IV.
(C) apenas II, III, IV e V.
(D) I, II, III, IV e V.
(E) apenas I, III, IV e V.

As afirmações II, III e IV estão corretas: por ser o substituto do AACR2, o RDA está construído sobre os alicerces de seu antecessor e muitas de suas regras foram criadas a partir das regras do AACR2. A afirmação V está errada, pois o RDA pode sim ser utilizado com os Formatos MARC 21.

A afirmação I pode causar dúvidas: a responsabilidade inicial pelo desenvolvimento do RDA esteve nas mãos dos mesmos responsáveis pelo AACR2, portanto, os dois códigos possuíam a mesma governança. “Estrutura” é uma palavra tão ampla que pode ser utilizada para se referir a muitas coisas do RDA: estrutura administrativa, estrutura das seções, capítulos, elementos, regras, estrutura (modelo) conceitual que serve de base para o RDA, etc. Com isso, a afirmação I está “meio correta”. Mas, mesmo com a dúvida em relação à afirmação I, já é possível chegar a resposta correta (segundo o gabarito): a alternativa B.

(São Paulo. Secretaria de Estado da Educação, 2013) A RDA (Recursos: Descrição e Acesso) propõe um conjunto de diretrizes e instruções sobre a formulação de dados que sirvam de apoio ao descobrimento de recursos por parte do usuário. Cada instrução da RDA reporta-se ao usuário e às tarefas que ele deseja executar, tanto para usar dados bibliográficos quanto para usar dados de autoridade. No que tange às tarefas para o uso de dados bibliográficos, são elas, na ordem em que devem ser realizadas: encontrar,

(A) identificar, contextualizar e justificar.
(B) compreender, identificar e obter.
(C) contextualizar, selecionar e explorar.
(D) selecionar, identificar e explorar.
(E) identificar, selecionar e obter.

Essa é uma questão mais sobre FRBR do que sobre RDA. É importante conhecermos as tarefas dos usuários dos modelos conceituais:

  • FRBR (registros bibliográficos): encontrar, identificar, selecionar, obter (ou adquirir);
  • FRAD (dados/registros de autoridade): encontrar, identificar, contextualizar, justificar;
  • FRSAD (dados/registros de autoridade de assunto): encontrar, identificar, selecionar, explorar.

Resposta: E.

(São Paulo. Secretaria de Estado da Educação, 2013) Os modelos conceituais que fornecem estrutura subjacente e dão forma a RDA (Recursos: Descrição e Acesso) são:

(A) FRBR e FRAD.
(B) FRBR e ISBD.
(C) ISBD-NBM e FRBR.
(D) ISBD e ISBD-NBM.
(E) FRAD e ISBD.

ISBD não é um modelo conceitual, é uma norma para a descrição bibliográfica. FRBR e FRAD são modelos conceituais. Resposta: A.

(UTFPR, 2016) No RDA (Resource Description Access) foram introduzidos três elementos que substituem a Designação Geral de Materiais (DGM), que é registrada no subcampo h do campo 245, de acordo com o Formato MARC 21 para Dados Bibliográficos. Assinale a alternativa que indica quais são estes campos.

(A) 301, 302, 303
(B) 312, 313, 314
(C) 316, 317, 318
(D) 321, 322, 323
(E) 336, 337, 338

A DGM do AACR2 foi substituída, no RDA, por três elementos:

  • tipo de conteúdo (content type): campo 336
  • tipo de mídia (media type): campo 337
  • tipo de suporte (carrier type): campo 338

A criação destes campos no Formato MARC 21 para Dados Bibliográficos é apenas uma das alterações realizadas nos Formatos MARC 21 para a melhor acomodação dos dados registrados com o RDA. Confira todas as alterações nesta página. Resposta: E

(UFMG, 2013) A normalização é um processo essencial na direção do controle bibliográfico universal. Em relação à RDA, as afirmativas abaixo estão corretas, EXCETO.

(A) A RDA introduz novos elementos descritivos, novas abordagens da descrição do suporte e do conteúdo e novas formas para melhorar o acesso.
(B) A RDA aperfeiçoa e tem como base diversas normas para descrição de recursos.
(C) A RDA é um modelo conceitual resultante do estudo realizado por um grupo de estudo da IFLA entre os anos de 1992 e 1997.
(D) Os Princípios de Paris foram fundamentais para a padronização da descrição bibliográfica no âmbito internacional durante a década de 1970.

O RDA não é um modelo conceitual! Os modelos conceituais são: FRBR, FRAD e FRSAD. A revisão do AACR2 começou a ser discutida a partir de 1997, mas os trabalhos de revisão foram iniciados em 2004. O período de 1992 e 1997 refere-se à criação do FRBR. Resposta: C. Confira a análise completa desta prova no blog Santa Biblioteconomia.

Para aprender um pouco mais sobre o RDA, aproveite essa seleção de vídeos do YouTube que tratam deste tema.

RDA: a metamorfose da catalogação

Italian Journal of Library, Archives and Information Science

Rivista italiana di biblioteconomia, archivistica e scienza dell’informazione (JLIS.it) acaba de publicar um número com o tema RDA, Resource Description and Access: The metamorphosis of cataloguing. Esse número temático inclui 15 textos, a maioria em inglês, alguns em italiano e um em francês:

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