Protótipo Linked Data para a catalogação

Um protótipo Linked Data para catalogação semântica de publicações

A revista Perspectivas em Ciência da Informação publicou em seu volume 21, número 4, o artigo Um protótipo Linked Data para catalogação semântica de publicações, de autoria de Nilton Freitas Junior e Mark Douglas de Azevedo Jacynto.

Este artigo apresenta a proposta e subsequente construção de um protótipo para catalogação semântica de publicações científicas. O protótipo desenvolvido segue os princípios Linked Data da nova Web Semântica proposta pelo consórcio W3C e encontra-se operacional. A proposta tem como diferencial o fato de todos os arquivos digitais das publicações serem anotados semanticamente com metadados semiestruturados inteligíveis por máquinas, permitindo que agentes de software nos auxiliem nas tarefas de busca, integração e processamentos de tais publicações, estabelecendo uma base de conhecimento Linked Data de publicações. A pesquisa que ampara o estudo e desenvolvimento do protótipo apresenta conceitos inerentes à Web Semântica, ao padrão de dados semiestruturados Resource Description Framework (RDF) e o uso de ontologias para representação de domínios de conhecimento. Testes de funcionamento são demonstrados e foram realizados com algumas publicações também relacionadas ao tema, salientando a capacidade do protótipo em fornecer informações acessíveis a pessoas e a máquinas (agentes de software), por meio de negociação de conteúdo. O protótipo encontra-se hospedado e está disponível para verificação online por qualquer interessado no tema deste artigo.

O artigo completo está disponível em: http://portaldeperiodicos.eci.ufmg.br/index.php/pci/article/view/2664

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Descrição bibliográfica na Web Semântica

Descrição bibliográfica na era da Web Semântica: por uma nova noção de documento

A revista Informação & Sociedade: Estudos publicou em seu volume 26, número 2, o artigo Descrição Bibliográfica na era da Web Semântica: por uma nova noção de documento de autoria de Solange Puntel Mostafa, José Eduardo Santarém Segundo e Deise Maria Antonio Sabbag.

A partir da filosofia pragmatista de William James a qual valoriza a noção de fragmentação e a junção disjuntiva de fragmentos, bem como a partir da filosofia francesa do pós-68 delineou-se a noção de documento como agenciamento permitindo assim traçar a evolução de protocolos para a descrição bibliográfica desde o AACR, passando pelo modelo conceitual FRBR, RDA e chegando à Web Semântica onde são identificadas estruturas rizomáticas de representação do conhecimento.

O artigo está disponível em: http://www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/29354

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Interoperabilidade entre acervos de arquivos, bibliotecas e museus

Interoperabilidade entre acervos digitais de arquivos, bibliotecas e museus: potencialidades das tecnologias de dados abertos interligados

A revista Perspectivas em Ciência da Informação publicou em seu volume 21, número 2, o artigo Interoperabilidade entre acervos digitais de arquivos, bibliotecas e museus: potencialidades das tecnologias de dados abertos interligados, de autoria de Carlos Henrique Marcondes.

A Web Semântica e os dados abertos interligados propiciaram a publicação de acervos digitais de arquivos, bibliotecas e museus diretamente na Web sem a intermediação de sistemas gerenciadores de catálogos e colocou a questão da integração destes acervos, sua interoperabilidade. Neste contexto ampliam-se as demandas pela preservação da semântica dos conteúdos disponibilizados, garantida anteriormente pelos sistemas de catálogos. Ao mesmo tempo estas tecnologias viabilizam novos tipos de relações culturamente significativas podem ser estabelecidas entre objetos de diferentes catálogos. Que desenvolvimentos tecnológicos e metodológicos são necessários para tirar partido destas tecnologias? Este trabalho tem como objetivo recolocar a questão da interoperabilidade entre acervos digitais a luz das possibilidades trazidas pelas tecnologias da Web Semântica e dos dados abertos interligados. Como metodologia foi utilizada a revisão do estado da arte – aspectos teóricos, técnicos, projetos, experiências – a repeito da questão da interoperabilidade e utilização de parâmetros de análise homogeneidade/heterogeneidade dos acervos a serem integrados e mecanismos para garantir que os significados originais dos conteúdos nos sistemas isolados seriam preservados. Como resultados o papel dos modelos conceituais e a investigação das possíveis relações semânticas entre estes acervos são destacados para alcançar a interoperabilidade, bem como o papel, neste contexto, da curadoria digital.

O artigo completo está disponível em: http://dx.doi.org/10.1590/1981-5344/2735

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SKOS: construindo sistemas de organização do conhecimento no contexto da Web Semântica

Simple Knowledge Organization System (SKOS)

O recém publicado volume 1, número 1 da revista Informação & Tecnologia (Itec) trouxe o artigo Simple Knowledge Organization System: construindo sistemas de organização do conhecimento no contexto da Web Semântica, de autoria de Maria Elisabete Catarino.

Apresenta a aplicabilidade do Simple Knowledge Organization System (SKOS) para a área da Organização da Informação (OI). No contexto da Web, mais especificamente voltados para o projeto Web Semântica, os Knowledge Organization System (KOS) têm sido convertidos para os padrões recomendados pelo World Wide Web Consortium (W3C), portanto o SKOS foi apresentado e inserido no contexto da OI. Para tanto, desenvolveu-se uma pesquisa bibliográfica e documental, discorrendo sobre as temáticas: Web Semântica e Web de Dados, RDF e SKOS; bem como apresentado exemplos de aplicação e ferramentas disponíveis para a edição e validação do modelo. O SKOS é um modelo de dados para desenvolvimento de esquemas de conceitos tais como tesauros, listas de cabeçalhos, taxonomias, sistemas de classificação, e outros vocabulários controlados, que segue o modelo Resource Description Framework (RDF) e que por conseguinte permite que os esquemas de conceito sejam inseridos na proposta Web Semântica. Pretende-se que este texto possa contribuir com os pesquisadores e profissionais da área de Ciência da Informação nesta temática.

O artigo completo está disponível em: periodicos.ufpb.br/ojs/index.php/itec/article/view/19307.

O modelo de dados RDF e o seu papel na descrição de recursos

RDF

O número 2 do volume 23 da revista Informação & Sociedade: Estudos traz o artigo O modelo de dados Resource Description Framework (RDF) e o seu papel na descrição de recursos, de Jaider Andrade Ferreira e Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa Santos.

Considerando o modelo de dados Resource Description Framework – RDF como um modo de representação e de descrição de recursos que visa à interoperabilidade e o acesso à informação em ambientes digitais, objetiva-se apresentar tal modelo, sua origem e suas principais características. Tratando-se de uma pesquisa teórica e exploratória com finalidade descritiva, foi utilizada a revisão de literatura como meio de investigação bibliográfica. Pôde-se perceber a importância do RDF para a descrição de quaisquer recursos, sejam eles digitais ou não, bibliográficos ou não. O RDF oferece para as comunidades de descrição de recursos a possibilidade de definirem a semântica de seus metadados de maneira formal, ou seja, de determinarem o significado dos elementos de metadados conforme as suas necessidades específicas de descrição e de modo processável por máquinas. Utilizando-se da Extensible Markup Language – XML como sintaxe para o intercâmbio e o processamento de metadados, o RDF colabora positivamente para a interoperabilidade entre os vários sistemas de informação e de descrição existentes, contribuindo, desse modo, para a construção de mecanismos de busca mais integrados que permitirão a oferta de serviços mais especializados aos seus usuários.

O artigo completo está disponível em www.ies.ufpb.br/ojs2/index.php/ies/article/view/15436.