Eu ainda preciso aprender AACR2 e MARC 21?

Nesta segunda-feira, 27 de abril de 2020, às 15h, realizarei uma apresentação online intitulada “Eu ainda preciso aprender AACR2 e MARC 21?”. A apresentação é uma realização do Grupo de Trabalho em Catalogação da FEBAB, será transmitida pelo e ficará disponível no canal da FEBAB no YouTube.

O objetivo da minha fala é apresentar alguns pontos que considero importante para a discussão e o desenvolvimento das atividades de catalogação no cenário atual, pontos estes que vão além do conhecimento dos instrumentos “tradicionais” como o AACR2 e os Formatos MARC 21, e incluem o acompanhamento dos instrumentos emergentes (RDA, BIBFRAME, etc.) e a incorporação de novos conceitos (LRM, URIs, Linked Data, etc.).


Perguntas & Comentários

Atualização (19/07/2020): Seguem as perguntas recebidas e comentadas ao final da apresentação:

Jacqueline Loyola: “​O RDA não exclui o AACR2?” Pergunta e resposta: 58:06

Amanda Sertori: “AACR sabemos que tem pontos que necessitam se adequar a realidade dos novos formatos de documentos, mas em relação ao Marc 21, quais são esses pontos críticos que você mencionou?” Pergunta e resposta: 59:00

Janaina Fialho: “quais suas perspectivas sobre o uso da RDA no Brasil?” Pergunta e resposta: 1:03:32

Herbenio Bezerra: “​Nos catálogos online várias partes da descrição podem ser consideradas pontos de acesso, correto? Nesse sentido, os conceitos de Ponto de Acesso Principal e Secundário ainda fazem sentido?” Pergunta e resposta: 1:07:37

ssueleem:​ “Numa migração de dados entre sistemas, qual a possibilidade de perdas de dados, ou incompatibilidades?” Pergunta e resposta: 1:12:58

Juliana Taboada​: “Boa tarde! Sinto que há várias discussões em relação ao RDA e modelos conceituais no Brasil (e talvez impulsione os questionamentos para o AACR2). Mas e o BIBFRAME? Há avanços do formato por aqui?” Pergunta e resposta: 1:16:34

Daniela de Oliveira Correia​: “O que você vislumbra como o próximo passo no que podemos chamar de novo degrau na evolução da catalogação no Brasil?” Pergunta e resposta: 1:18:29

Mari Pacheco​: “Já existe algum estudo sobre a utilização do RDA no Brasil?” Pergunta e resposta: 1:21:20

Marcelo Cavaglieri: “Como lidar com a falta de atualização do AACR2 aliado, por ex. a atualização da ABNT 6023, no qual deve ser org. e coord. minúsculos para gerar referência correta. O que sugere no 710?” Pergunta e resposta: 1:24:40

Marcia Andreiko​: “Fabrício você acha que os softwares nacionais estão preparados ou estão se preparando para o RDA? principalmente quanto a catalogação de autoridades?” Pergunta e resposta: 1:28:53

Daniela de Oliveira Correia: “​É nítido que modificações nos softwares são incipientes para continuarmos evoluindo em nossas práticas de catalogação. Gostaria que comentasse e também sobre a postura dos próprios catalogadores.” Pergunta e resposta: 1:34:00

Filipe Reis​: “Quais são os benefícios e prejuízos de um ensino de catalogação não focado/concentrado em código de catalogação?” Pergunta e resposta: 1:37:02


Receba os novos posts por e-mail

FEBAB lança o Grupo de Trabalho em Catalogação

Nesta semana foi lançado pela FEBAB o Grupo de Trabalho em Catalogação (GT-CAT). O GT fará uma apresentação online de sua estrutura e de seus participantes nesta quinta-feira, 23 de abril, às 16h no Canal da FEBAB no YouTube.


Receba os novos posts por e-mail

Guia de estudo (online e gratuito)

Nos últimos anos, tenho elaborado materiais explicativos sobre Catalogação, alguns deles já disponíveis aqui no site, outros restritos aos cursos online que ministrei. Hoje, com uma imensa satisfação, disponibilizo online, gratuitamente, um Guia de estudo com três capítulos contendo parte desse material:

Capítulo 1: Código de Catalogação Anglo-Americano (AACR2)
Capítulo 2: Formato MARC 21 para Dados Bibliográficos
Capítulo 3: Controle de autoridade

Algumas observações importantes:

O objetivo do Guia é introduzir e orientar o leitor nos temas abordados. Não são objetivos do Guia: substituir o AACR2r e a documentação oficial dos Formatos MARC 21; ser um manual de catalogação; ensinar o histórico da Catalogação e de seus instrumentos.

Posso utilizar o conteúdo em minhas aulas, etc.? Sim! O Guia está licenciado com a licença CC-BY, que permite o uso, redistribuição, adaptação, etc.

A última atualização do conteúdo textual foi realizada em 2018. Em abril de 2020 ele foi apenas reformatado e reorganizado.

Os vídeos foram criados em 2015 e 2016 e estavam de acesso restrito desde então. Como liberei o acesso apenas agora, a “data de publicação” aparece como 2020. Para dúvidas e outras informações, atentem-se à descrição e aos comentários de cada vídeo.

No curso online, utilizei uma plataforma específica para os exercícios com os Formatos MARC 21. Nos vídeos, desconsiderem as menções à plataforma e aos próprios exercícios.

Tem alguma sugestão? Discorda de alguma interpretação? Encontrou algum erro? Deixe um comentário!

P.S.: Estou sem tempo para responder dúvidas de catalogação! =)

Livro “Aplicação do RDA: exemplos práticos para teses e dissertações”

Livro Aplicação do Resource Description and Access (RDA): exemplos práticos para teses e dissertações, de Raquel Bernadete Machado.

Neste mês foi publicado pela editora Interciência o livro Aplicação do Resource Description and Access (RDA): exemplos práticos para teses e dissertações, de autoria de Raquel Bernadete Machado.

Publicada originalmente como dissertação no Mestrado Profissional em Gestão de Unidades de Informação, da Universidade do Estado de Santa Catarina, a presente obra enfoca questões práticas da Biblioteconomia. Este livro é oriundo da prática e do estudo da autora com atividades de catalogação. A ação de catalogar exige domínio dos padrões e das regras da catalogação para que o fazer bibliotecário seja de qualidade. O Resource Description and Access (RDA) é a nova diretriz para a catalogação desenvolvida para substituir o Código de Catalogação Anglo-Americano, segunda edição (AACR2) com a finalidade de melhorar a recuperação da informação. Desse modo, o propósito deste livro é apresentar por meio de exemplos como alguns tipos de registros bibliográficos serão modificados com os padrões do código RDA. O livro está estruturado em duas partes distintas. A primeira apresenta os principais conceitos que circundam o tema desta obra, ou seja, a diretriz RDA e suas origens. Para tanto, é traçado um breve histórico da catalogação, bem como os conceitos-chave, os instrumentos e os modelos conceituais que compõem a base teórica do RDA. A segunda parte mostra alguns exemplos práticos e explica a catalogação de teses e dissertações em RDA e como o novo padrão pode contribuir para atender algumas das tarefas dos usuários de catálogos.

Confira o sumário e outras informações sobre esta obra no site da editora.

Declaração dos Princípios Internacionais de Catalogação

Foi disponibilizada no site da IFLA a tradução brasileira da Declaração dos Princípios Internacionais de Catalogação, versão de 2016.

A Declaração dos Princípios original, conhecida comumente como os “Princípios de Paris”, foi aprovada pela Conferência Internacional sobre Princípios de Catalogação, em 1961”. Seu objetivo de servir como base para a normalização internacional da catalogação foi alcançado: a maioria dos códigos de catalogação que se desenvolveram no mundo desde então seguiram estritamente os Princípios ou, ao menos, em grande parte.
[…]
No início do Século XXI, a IFLA produziu uma nova declaração dos princípios (publicada em 2009), aplicável fundamentalmente, mas não unicamente, aos catálogos on-line das bibliotecas. A versão atual foi revisada e atualizada em 2014 e 2015, sendo aprovada em 2016.
[…]
Esta edição de 2016 leva em consideração as novas categorias de usuários, o entorno do acesso aberto, a interoperabilidade e acessibilidade aos dados, as características das ferramentas de descobertas e, em geral, as significativas mudanças no comportamento dos usuários.

Declaração dos Princípios Internacionais de Catalogação (PIC) (2016, p. 4)

A tradução foi realizada por Marcelo Votto Texeira e revisada por Jorge Moisés Kroll do Prado.

A tradução está disponível em: https://www.ifla.org/publications/node/11015