Modelo para políticas institucionais de catalogação

Políticas para representação descritiva: ponderações para discussão
MANLEY, Will. The truth about catalogers. Jefferson: McFarland & Company, 1995. Illustrations by Richard Lee. p. 44.

A Revista Biblioteconomia ACB publicou em seu volume 23, número 1, o artigo Proposta de um modelo para políticas institucionais de catalogação, de autoria de Priscilla Lüdtke Espíndola e Ana Maria Pereira.

Políticas Institucionais de Catalogação são diretrizes administrativas empregadas no processo de catalogação para auxiliar diferentes catalogadores a tomarem decisões análogas a questões semelhantes. Este trabalho possui como objetivo geral compreender a criação e utilização de Políticas Institucionais de Catalogação em Unidades de Informação. A metodologia empregada foi de caráter exploratório, com abordagem qualitativa, do tipo bibliográfica. Como resultados, identificaram-se onze requisitos indispensáveis para a elaboração de uma política institucional aplicada ao processo de catalogação, que proporcionaram o desenvolvimento de uma proposta de modelo de estrutura de Política Institucional de Catalogação para Unidades de Informação.

O artigo completo está disponível em: https://revista.acbsc.org.br/racb/article/view/1400

Receba os novos posts por e-mail

Catalogação no SNBU 2018

Catalogação no SNBU 2018

A programação do XX Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU 2018), que ocorrerá em Salvador, de 15 a 20 abril, já foi divulgada. Reuni neste post os trabalhos sobre catalogação e assuntos relacionados que serão apresentados no evento:

A elaboração do manual de processos técnicos da BU/UFSC / Fabiana Hennies Brigidi, Liliane Vieira Pinheiro

A organização e representação do conhecimento nos PPGCI das universidades nordestinas / Andréa Carvalho de Oliveira, Vera Regina Barbosa Dias Monteiro, Verônica de Souza Gomes

Controle de qualidade e padronização de metadados em repositórios institucionais: o caso do Repositório Digital FGV / Kelly Ayala, Marcia Nunes Bacha, Maria do Perpetuo Socorro Gomes de Almeida, Rafaela Ramos de Moraes

Desenvolvimento de uma plataforma para apoiar o aprendizado dos formatos MARC 21: um relato de experiência / Fabrício Silva Assumpção, Jaider Andrade Ferreira

Folksonomia restrita: relato de experiência da BU/UFSC / Fabiana Hennies Brigidi, Raquel Bernadete Machado

Frbrizando as coleções a partir do número de chamada: uma aproximação possível / Camila M. A. da Silva, Vinicius de Souza Tolentino

Mapeamento do ensino do código de catalogação RDA nas graduações brasileiras de biblioteconomia: uma análise dos cursos das universidades federais / Filipe Reis, Luciana Candida Silva

Normalização de autoridade pessoal em repositório institucional / Maria Marlene Rocha de Sousa, Rosane Maria Costa

O linked data e os dados de autoridade das bibliotecas de universidades públicas do estado de São Paulo / Ananda Fernanda de Jesus, Fabiano Ferreira de Castro

Percepção de bibliotecários quanto a documentos institucionais e capacitações em indexação / Ana Paula Araujo Cabral da Silva, Edina Maria Gomes da Cunha Pureza, Elisa Alves de Oliveira, Magda Helena Behrmann, Vanessa Souza

Política de indexação discussões sobre bibliotecas da UFPA / Franciele Marques Redigolo, Lain Mendonça dos Santos, Valdenise César Garcia

Política de indexação em bibliotecas universitárias federais das regiões Norte e Nordeste: um estudo diagnóstico / Franciele Marques Redigolo, Valdenise César Garcia

Sobre autoridades e identificadores únicos / Leila Cristina Rodrigues de Andrade, Liliana Giusti Serra

Além de um trabalho sobre catalogação, apresentarei no SNBU um relato sobre a página da Biblioteca da UFPR Litoral no Facebook:

Biblioteca da UFPR Litoral no Facebook: relato de experiência e estratégias de publicação / Fabrício Silva Assumpção

Confira a lista completa dos trabalhos em: https://snbu2018.ufba.br/sites/snbu2018.ufba.br/files/snbu.pdf

Nos vemos em Salvador! 😉

Receba os novos posts por e-mail

Aspectos semióticos na criação de registros bibliográficos

Tratamento descritivo e temático da informação: recomendações para estudos sobre aspectos semióticos na criação de registros bibliográficos
Foi publicado no volume 11, número 1 da Revista Ibero-americana de Ciência da Informação (RICI) o artigo Tratamento descritivo e temático da informação: recomendações para estudos sobre aspectos semióticos na criação de registros bibliográficos, de autoria de Daniela Majorie Akama dos Reis, Mariângela Spotti Lopes Fujita, Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa Santos e Zaira Regina Zafalon.
A criação de registros bibliográficos é um processo fundamental em bibliotecas, pois assim os profissionais da informação proporcionam o acesso aos documentos de um acervo por meio de um catálogo. A análise de domínio e dos aspectos semióticos são aspectos importantes a serem considerados durante a leitura documentária. Esta pesquisa apresenta caminhos diferenciados para o estudo da catalogação de forma e de assunto sob um viés semiótico. A catalogação de forma e de assunto exigem o contato com o documento, o que requer processos interpretativos complexos por parte dos profissionais. São exibidas duas pesquisas sobre a catalogação com diferentes enfoques teóricos sobre a semiótica. Os modelos apresentados ilustram a relação do tema com o tratamento da informação. Ao considerar os aspectos apresentados neste estudo teórico é possível categorizar como o profissional se comporta em contato com os documentos.

Receba os novos posts por e-mail

Políticas de catalogação em bibliotecas de ensino superior de Florianópolis

Imagem: Pexels.

A revista Biblios publicou em seu volume 69 o artigo Análise das políticas institucionais de catalogação em bibliotecas de ensino superior de Florianópolis (Santa Catarina, Brasil), de autoria de Priscilla Lüdtke Espíndola e Ana Maria Pereira.

Objetivo. A presente pesquisa possui como objetivo geral verificar se as Bibliotecas de Ensino Superior (BES), situadas no município de Florianópolis (Santa Catarina, Brasil), possuem políticas institucionais formalizadas para guiar seus processos de catalogação.

Método.
 A metodologia empregada foi de caráter exploratório, do tipo documental, com abordagem qualiquantitativa. Para coleta de dados, foram realizados o levantamento em sites institucionais e a investigação nas BES, por meio de telefone e/ou e-mail. A análise dos dados foi concretizada por meio da análise documental, com roteiro previamente definido.

Resultados. Como resultado, constatou-se que nenhuma das BES estudadas apresenta Políticas Institucionais de Catalogação, uma vez que os documentos disponibilizados não possuem os requisitos mínimos necessários para serem caracterizados como tal; no entanto, apresentam alguns itens que devem constar nas Políticas Institucionais de Catalogação, tais como: indicativo de data de elaboração; diretrizes para controle de autoridades; e indicação de regras e/ou de instrumentos auxiliares adotados.

O artigo completo está disponível em: https://doi.org/10.5195/biblios.2017.462

Receba os novos posts por e-mail

História do controle de autoridade (parte 2): os catálogos digitais

História do controle de autoridade (parte 2): os catálogos digitais

A revista Biblios acaba de publicar em seu volume 68, o artigo O controle de autoridade no domínio bibliográfico: os catálogos digitais, de autoria minha com as professoras Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa Santos e Zaira Regina Zafalon.

Esse artigo é a segunda parte de uma revisão de literatura sobre a história do controle de autoridade. A primeira parte, que aborda os catálogos em livros e em fichas, foi publicada no volume anterior da revista. Os dois artigos fazem parte da minha tese, que defenderei em breve.

Por meio de uma revisão de literatura, este estudo tem por objetivo analisar o controle de autoridade nos catálogos digitais. Para isso, inicia-se com uma breve introdução acerca do controle de autoridade, contextualiza a automação das bibliotecas e o surgimento dos catálogos digitais a partir da década de 1960 e destaca alguns pontos da história dos catálogos digitais, tais como a criação de formatos MAchine-Readable Cataloging (MARC) para dados bibliográficos e de autoridade. Como síntese da compreensão atual do controle de autoridade, apresenta os modelos conceituais Functional Requirements for Authority Data (FRAD) e Functional Requirements for Subject Authority Data (FRSAD). Por fim, descreve o modelo de dados utilizado nos catálogos digitais atuais e conclui ressaltando a presença do controle de autoridade na história da Catalogação, a importância dos modelos conceituais FRAD e FRSAD, a retomada dos registros de autoridade no código de catalogação Resource Description and Access (RDA), e a importância da compreensão do controle de autoridade no cenário atual da Catalogação.

Alguns trechos desse artigo que merecem destaque:

Ao olhar para os catálogos digitais, para a função exercida pelos dados de autoridade e para os modelos conceituais FRAD e FRSAD é necessário considerar que, mesmo que os catálogos digitais tenham apresentado considerável desenvolvimento nas últimas décadas, dispondo de novas possibilidades de busca, de navegação e de interface, o modo com que os dados bibliográficos e de autoridade estão dispostos e relacionados sofreu pouca ou nenhuma alteração, visto que o modelo de dados, implantado com o Formato MARC II ainda na década de 1970 e posteriormente complementado com o formato para dados de autoridade, é utilizado ainda hoje na construção de catálogos digitais. (ASSUMPÇÃO; SANTOS; ZAFALON, 2017, p. 27-28).

Authorities, a MARC format : specifications for magnetic tapes containing authority records / MARC Development Office. — Washington : Library of Congress, 1976.
OPAC da Goshen Public Library em Goshen (Indiana, EUA) criado com o software Dynix. Fonte: Wikimedia Commons.

Sobre a importância dos modelos conceituais FRAD e FRSAD, entende-se aqui que esses modelos, por definirem entidades, atributos, relacionamentos e tarefas dos usuários, apresentam uma sistematização do entendimento atual acerca do controle de autoridade nos catálogos. Essa sistematização, construída a partir de uma metodologia consolidada (a análise das entidades, atributos e relacionamentos) é de fundamental importância em tempos de mudanças como o vivenciado atualmente no domínio bibliográfico. Por meio dessa sistematização, assim como daquela apresentada no modelo FRBR, explicita-se que o domínio bibliográfico, com suas ferramentas de acesso à informação e seus instrumentos e processos de representação, fundamenta-se em teorias e não somente na atividade prática. (ASSUMPÇÃO; SANTOS; ZAFALON, 2017, p. 31).

O artigo completo está disponível em: https://doi.org/10.5195/biblios.2018.342

Receba os novos posts por e-mail