Relações bibliográficas de conteúdo na descrição e acesso de recursos

Relações bibliográficas de conteúdo na descrição e acesso de recursos
Fonte: https://www.loc.gov/catdir/cpso/o-que-e-frbr.pdf

Os anais do XVII Encontro Nacional de Pesquisa em Ciência da Informação (ENANCIB), que ocorreu em Salvador de 20 a 25 de novembro de 2016, já foram publicados. Esse ano o evento contou com a apresentação de diversos trabalhos relacionados à catalogação, entre eles Relações bibliográficas de conteúdo na descrição e acesso de recursos, de autoria de Raquel Bernadete Machado e Ana Maria Pereira.

Em geral, os catálogos apresentam os dados descritivos, predominantemente, sob os aspectos físicos de um documento. O conteúdo das obras é especificado atribuindo alguns descritores de assunto. Por outro lado, é possível identificar que certos tipos de obras, como as traduções e as adaptações de outras obras, apresentam interligações que não são visíveis na apresentação no catálogo. O presente artigo analisou como ocorrem as relações bibliográficas de conteúdo na descrição e no acesso de recursos no catálogo de uma biblioteca universitária. Utilizou-se de uma breve pesquisa bibliográfica e analisaram-se cinco registros bibliográficos com a finalidade de identificar as relações bibliográficas de conteúdo e apresentar a descrição e o acesso dos recursos informacionais dessas obras. Os relacionamentos apontados na amostra deste artigo mostram que ocorreram relações bibliográficas de conteúdo dos tipos descritivo e derivativo. É possível inferir que um catálogo construído nos moldes dos modelos conceituais possibilita melhorias na recuperação da informação, pois amplia o acesso a outros recursos.

O trabalho está disponível em: http://www.ufpb.br/evento/lti/ocs/index.php/enancib2016/enancib2016/paper/view/3682

FRBR: antes e depois

FRBR Before and After: A Look at Our Bibliographic Models

O livro FRBR Before and After: A Look at Our Bibliographic Models, de autoria de Karen Coyle, está disponível na íntegra gratuitamente no site da autora.

Este livro analisa como definimos as coisas do universo bibliográfico e, em particular, como nossos modelos bibliográficos refletem nossa tecnologia e os objetivos assumidos pelas bibliotecas. Há, naturalmente, uma história por trás disso, assim como um presente e um futuro. A primeira parte do livro inicia com uma análise do conceito de “obra” na teoria da catalogação bibliográfica e como este conceito evoluiu desde a metade do século dezenove até os dias de hoje. Em seguida, ele fala sobre os modelos e a tecnologia, duas áreas que necessitam ser compreendidas antes de analisarmos onde estamos hoje. Então, ele examina o novo modelo bibliográfico denominado Functional Requirements for Bibliographic Records (FRBR) e os objetivos técnicos e sociais que o FRBR Study Group foi designado a alcançar. As entidades do FRBR são analisadas detalhadamente. Por fim, o FRBR enquanto um modelo entidade-relacionamento é comparado com um pequeno conjunto de vocabulários para a Web Semântica que podem ser vistos com variações do modelo bibliográfico multi-entidade introduzido pelo FRBR. (COYLE, 2016, p. xv, tradução nossa)

This book looks at the ways that we define the things of the bibliographic world, and in particular how our bibliographic models reflect our technology and the assumed goals of libraries. There is, of course, a history behind this, as well as a present and a future. The first part of the book begins by looking at the concept of the “work” in library cataloging theory, and how that concept has evolved since the mid-nineteenth century to date. Next it talks about models and technology, two areas that need to be understood before taking a long look at where we are today. It then examines the new bibliographic model called Functional Requirements for Bibliographic Records (FRBR) and the technical and social goals that the FRBR Study Group was tasked to address. The FRBR entities are analyzed in some detail. Finally, FRBR as an entity-relation model is compared to a small set of Semantic Web vocabularies that can be seen as variants of the multi-entity bibliographic model that FRBR introduced. (COYLE, 2016, p. xv)

Os capítulos do livro podem ser acessados individualmente ou em único arquivo PDF.

Aproveite para conferir também o blog da Karen Coyle (Coyle’s InFormation) e o meu post O que é FRBR.

Minicurso Introdução ao FRBR e ao RDA (SNBU 2014)

XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU 2014)

Acabo de retornar do XVIII Seminário Nacional de Bibliotecas Universitárias (SNBU), que ocorreu de 16 a 21 de novembro em Belo Horizonte.

Na tarde do dia 16 realizei o minicurso “Introdução ao FRBR e ao RDA” com a participação de cerca de 40 pessoas de várias instituições: UFMG, ITA, UFBA, IFMT, UNIFOR-MG, IFS, UFF, Ministério da Saúde, UNIFAP, UFAL, FIP/MAGSUL, etc.

Link para download dos slides: http://docs.fabricioassumpcao.com/2014-assumpcao-minicurso-rda-frbr-snbu.pptx

Durante o minicurso, falamos brevemente sobre o RDA Toolkit. Não cheguei a demonstrar suas funcionalidades pois tínhamos pouco tempo e, como eu já havia realizado uma demonstração do RDA Toolkit em vídeo, decidi apenas compartilhar o vídeo com os participantes:

Uma das coisas que também comentamos foi o fato do RDA “dar mais atenção” aos registros de autoridade (se comparado ao AACR2r). Sobre essa questão, recomendei a leitura do artigo “A utilização do Resource Description and Access (RDA) na criação de registros de autoridade para pessoas, famílias e entidades coletivas“, de autoria minha e da Prof. Plácida Santos.

Lembro também que esse e outros textos sobre o RDA publicados no Brasil, inclusive o trabalho “Recurso, descrição e acesso – RDA: breve descrição” apresentado no SNBU 2014, estão disponíveis na Bibliografia RDA.

Catalogação: conceitos, práticas, atualidades e tendências

Catalogação: conceitos, práticas, atualidades e tendências

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Mais informações: contentmind.com.br/cursos/catalogacao-conceitos-praticas-atualidades-e-tendencias

FRSAD: entidades, atributos e relacionamentos

Requisitos Funcionais para Dados de Autoridade Assunto (FRSAD)

O volume 12, número 2 da Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação trouxe o artigo Requisitos Funcionais para Dados de Autoridade Assunto (FRSAD): entidades, atributos e relacionamentos, de autoria de Maria Antônia Fonseca Melo e Marisa Bräscher.

Apresenta o modelo conceitual Requisitos Funcionais para Dados de Autoridade Assunto – FRSAD, que ora se apresenta como tendência para a descrição de assunto. Discute o conceito e os relacionamentos semânticos no contexto da organização e representação da informação. Analisa o FRSAD quanto aos seus objetivos e estrutura e discorre, mais especificamente, sobre como esse modelo trata o conceito (thema) e os relacionamentos semânticos (thema-to-thema). Conclui que o FRSAD amplia o escopo de possibilidades de representação temática de uma obra, ao considerar como assunto as dez entidades do modelo Requisitos Funcionais para Registros Bibliográficos – FRBR. O modelo FRSAD não faz recomendações específicas aos relacionamentos entre conceitos, pois seu objetivo é permitir o tratamento de atributos e relacionamentos de maneira independente de qualquer implementação.