Curso on-line: AACR2r, MARC 21 e controle de autoridade

Curso online AACR2r, MARC 21 e controle de autoridade

Após uma breve pausa, o curso on-line Catalogação: AACR2r, MARC 21 e controle de autoridade estará de volta em 3 de setembro de 2018 com conteúdo atualizado!

O curso é totalmente on-line e tem a carga horária de 60h. A partir de 3 de setembro, o estudante terá acesso a todo o conteúdo do curso e, por 60 dias consecutivos, poderá acessar as aulas e realizar os exercícios conforme sua disponibilidade e seguindo seu próprio ritmo de aprendizagem.

Conteúdo

Código de Catalogação Anglo-Americano (AACR2)
Catalogação, catálogos e registros bibliográficos
Organização do AACR2
Regras gerais para a descrição
Descrição de livros
Descrição de outros tipos de documentos
Escolha dos pontos de acesso principais e secundários
Pontos de acesso para pessoas
Pontos de acesso para entidades coletivas
Leituras complementares (opcionais)

Formato MARC 21 Bibliográfico
Conceitos iniciais
Campos e subcampos
Líder e campos de controle
Campos 0XX
Campos 1XX
Campos 2XX
Campos 3XX
Campos 490 e 800-830
Campos 5XX
Campos 6XX
Campos 7XX
Campo 856
Catalogação de documentos textuais monográficos
Atividade complementar de memorização (opcional)
Leituras complementares (opcionais)

Controle de autoridade
Introdução ao controle de autoridade
Procedimentos e instrumentos para o controle de autoridade
Conceitos iniciais sobre o Formato MARC 21 de Autoridade
Campos e subcampos para os registros de autoridade
Campos 00X
Campos 0XX
Campos 1XX
Campos 3XX
Campos 4XX
Campos 5XX
Campos 6XX
Campos 7XX
Campos 8XX
Criação de registros de autoridade
Atividade complementar de memorização (opcional)
Leituras complementares (opcionais)

Unidade complementar (opcional)
Questões de concursos sobre catalogação

Outras informações, valores e inscrições

Retomaremos o curso em setembro, mas as inscrições já estão abertas em fluxo contínuo e sem a necessidade de formação de turmas.

Todas as informações sobre o curso estão disponíveis em: https://www.contentmind.com.br/cursos/aacr2/

Dúvidas podem ser encaminhadas para: content@contentmind.com.br

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História do controle de autoridade (parte 2): os catálogos digitais

História do controle de autoridade (parte 2): os catálogos digitais

A revista Biblios acaba de publicar em seu volume 68, o artigo O controle de autoridade no domínio bibliográfico: os catálogos digitais, de autoria minha com as professoras Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa Santos e Zaira Regina Zafalon.

Esse artigo é a segunda parte de uma revisão de literatura sobre a história do controle de autoridade. A primeira parte, que aborda os catálogos em livros e em fichas, foi publicada no volume anterior da revista. Os dois artigos fazem parte da minha tese, que defenderei em breve.

Por meio de uma revisão de literatura, este estudo tem por objetivo analisar o controle de autoridade nos catálogos digitais. Para isso, inicia-se com uma breve introdução acerca do controle de autoridade, contextualiza a automação das bibliotecas e o surgimento dos catálogos digitais a partir da década de 1960 e destaca alguns pontos da história dos catálogos digitais, tais como a criação de formatos MAchine-Readable Cataloging (MARC) para dados bibliográficos e de autoridade. Como síntese da compreensão atual do controle de autoridade, apresenta os modelos conceituais Functional Requirements for Authority Data (FRAD) e Functional Requirements for Subject Authority Data (FRSAD). Por fim, descreve o modelo de dados utilizado nos catálogos digitais atuais e conclui ressaltando a presença do controle de autoridade na história da Catalogação, a importância dos modelos conceituais FRAD e FRSAD, a retomada dos registros de autoridade no código de catalogação Resource Description and Access (RDA), e a importância da compreensão do controle de autoridade no cenário atual da Catalogação.

Alguns trechos desse artigo que merecem destaque:

Ao olhar para os catálogos digitais, para a função exercida pelos dados de autoridade e para os modelos conceituais FRAD e FRSAD é necessário considerar que, mesmo que os catálogos digitais tenham apresentado considerável desenvolvimento nas últimas décadas, dispondo de novas possibilidades de busca, de navegação e de interface, o modo com que os dados bibliográficos e de autoridade estão dispostos e relacionados sofreu pouca ou nenhuma alteração, visto que o modelo de dados, implantado com o Formato MARC II ainda na década de 1970 e posteriormente complementado com o formato para dados de autoridade, é utilizado ainda hoje na construção de catálogos digitais. (ASSUMPÇÃO; SANTOS; ZAFALON, 2017, p. 27-28).

Authorities, a MARC format : specifications for magnetic tapes containing authority records / MARC Development Office. — Washington : Library of Congress, 1976.
OPAC da Goshen Public Library em Goshen (Indiana, EUA) criado com o software Dynix. Fonte: Wikimedia Commons.

Sobre a importância dos modelos conceituais FRAD e FRSAD, entende-se aqui que esses modelos, por definirem entidades, atributos, relacionamentos e tarefas dos usuários, apresentam uma sistematização do entendimento atual acerca do controle de autoridade nos catálogos. Essa sistematização, construída a partir de uma metodologia consolidada (a análise das entidades, atributos e relacionamentos) é de fundamental importância em tempos de mudanças como o vivenciado atualmente no domínio bibliográfico. Por meio dessa sistematização, assim como daquela apresentada no modelo FRBR, explicita-se que o domínio bibliográfico, com suas ferramentas de acesso à informação e seus instrumentos e processos de representação, fundamenta-se em teorias e não somente na atividade prática. (ASSUMPÇÃO; SANTOS; ZAFALON, 2017, p. 31).

O artigo completo está disponível em: https://doi.org/10.5195/biblios.2018.342

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História do controle de autoridade (parte 1): os catálogos em livros e em fichas

O controle de autoridade no domínio bibliográfico: os catálogos em livros e em fichas

A revista Biblios acaba de publicar em seu volume 67, de 2017, o artigo O controle de autoridade no domínio bibliográfico: os catálogos em livros e em fichas, de autoria minha com as professoras Plácida Leopoldina Ventura Amorim da Costa Santos e Zaira Regina Zafalon.

Por meio de uma revisão de literatura, este estudo tem por objetivo analisar o controle de autoridade e o papel dos dados de autoridade nos catálogos em livros e em fichas. Considerando a falta de univocidade entre as entidades utilizadas como pontos de acesso nos catálogos (pessoas, entidades coletivas, conceitos, etc.) e os nomes pelos quais essas entidades são conhecidas, é discutido o controle de autoridade e os conceitos a ele relacionados. Em seguida, são descritos os catálogos em livros e em fichas, com ênfase na organização e nos pontos de acesso neles utilizados, e destacadas as principais contribuições de Panizzi, Jewett, Cutter e da American Library Association relacionadas ao controle de autoridade. Por fim, considera-se que os registros de autoridade atuais tiveram suas funções e seus elementos definidos ainda no contexto dos catálogos analógicos, em especial dos catálogos em fichas, de modo que os resultados deste estudo contribuem para a compreensão dos registros e arquivos de autoridade atuais e do próprio conceito de controle de autoridade, assim como para a discussão sobre novos conjuntos de regras de descrição, padrões para o intercâmbio de dados, práticas e tecnologias para a publicação de dados bibliográficos e de autoridade.

Esse artigo, que apresenta parte dos resultados da pesquisa que estou desenvolvendo (quase concluindo!) no doutorado, aborda o conceito de controle de autoridade e sua relação com os catálogos em livros e em fichas. Esse resgate histórico será complementado com um segundo artigo, ainda não publicado (mas já aceito!), que abordará o controle de autoridade nos catálogos digitais.

Alguns trechos do artigo que merecem destaque:

“A partir da segunda metade do século XIX, o desenvolvimento da Biblioteconomia e, já no século XX, da Ciência da Informação, contou com o desenvolvimento da Catalogação, compreendida aqui como o conjunto de conhecimentos acerca das teorias, dos instrumentos de representação e das tecnologias relacionadas à construção e à gestão de catálogos, principalmente no âmbito das bibliotecas.” (ASSUMPÇÃO; SANTOS; ZAFALON, 2017, p. 85)

Anthony Panizzi. Wikimedia Commons.

“As remissivas de nome para nome utilizadas por Panizzi, junto das remissivas utilizadas por Jewett, podem ser consideradas um dos primeiros meios de se alcançar o que hoje se entende por controle de autoridade, ainda que não seja identificada naquela época a presença de registros de autoridade. Essas remissivas, como concebidas por Panizzi e Jewett, são utilizadas ainda hoje, às vezes sob os nomes ponto de acesso variante, ponto de acesso não autorizado, cabeçalho não autorizado, etc.” (ASSUMPÇÃO; SANTOS; ZAFALON, 2017, p. 90)

Charles Coffin Jewett. Wikimedia Commons.

“A partir dos catálogos em fichas é possível observar o surgimento dos registros e arquivos de autoridade. As funções dos catálogos listadas por Cutter já demandavam a existência do controle de autoridade, uma vez que encontrar um recurso informacional conhecido ou um conjunto de recursos informacionais que compartilham determinada característica requer o controle dos pontos de acesso (ASSUMPÇÃO; SANTOS, 2012). Os meios listados por Cutter para o alcance dessas funções explicitam essa necessidade ao incluírem o uso de remissivas para nomes, títulos e assuntos.” (ASSUMPÇÃO; SANTOS; ZAFALON, 2017, p. 93)

Charles Ammi Cutter. Wikimedia Commons.

“[…] é possível notar que o registro de autoridade tal como visto hoje teve sua função e seus elementos (ponto de acesso autorizado, pontos de acesso não autorizados, fontes consultadas, etc.) delineados ainda no contexto dos catálogos analógicos, em especial dos catálogos em fichas, o que ressalta a importância do entendimento acerca desses catálogos para a compreensão dos registros e arquivos de autoridade atuais e do próprio conceito de controle de autoridade.” (ASSUMPÇÃO; SANTOS; ZAFALON, 2017, p. 95)

“Nota-se também que as tecnologias utilizadas na criação dos catálogos analógicos tiveram impacto determinante na configuração desses catálogos, de suas possibilidade e limitações e das práticas de catalogação. A possibilidade de acrescentar novas entradas sem prejuízo à ordenação do catálogo, possibilidade essa oferecida pela tecnologia utilizada nos catálogos em fichas, favoreceu a proliferação dos pontos de acesso através dos quais os usuários poderiam encontrar determinado recurso informacional. Com as técnicas de reprodução de fichas, essa possibilidade permitiu que as descrições completas dos recursos informacionais fossem replicadas e apresentadas em diversos locais dentro de um mesmo catálogo, favorecendo, assim, um acesso mais rápido a essas descrições por parte dos usuários.” (ASSUMPÇÃO; SANTOS; ZAFALON, 2017, p. 95)

O artigo completo está disponível em: https://doi.org/10.5195/biblios.2017.341

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Possibilidades reflexivas sobre gênero na estruturação do ponto de acesso

O e-book Memória, tecnologia e cultura na organização do conhecimento, quarto volume da série Estudos Avançados em Organização do Conhecimento, trouxe os trabalhos apresentados no IV Congresso Brasileiro em Organização e Representação do Conhecimento, realizado em setembro de 2017 em Recife.

Um desses trabalhos é Possibilidades reflexivas sobre gênero na estruturação do ponto de acesso na Catalogação: entre a delimitação das regras e a amplitude da representação (p. 325-333), de autoria de Brisa Pozzi de Sousa, Gustavo Silva Saldanha e Vinicius de Souza Tolentino.

A construção de ponto de acesso de nome pessoal em registros bibliográficos é o foco deste trabalho, a partir do delineamento sobre a temática gênero no contexto da Organização do Conhecimento (OC). Reconhecer as dinâmicas absolutamente desiguais e sob camadas de opressão e divisões socialmente concretizadas reflete como o domínio expõe as fraturas de seus dilemas classificatórios. O impacto social dos modelos classificatórios no campo da OC demarca a urgência da reflexão crítico-social sobre suas práticas, teorias e métodos, pois impacta, diretamente, também as práticas de representação descritiva, pois a pretensa neutralidade que sustenta as regras catalográficas necessitam ser discutidas. Sendo assim, a investigação tem como objetivo abordar o ponto de acesso pelo olhar do nome social e demostrar como o instrumento documentário utilizado no Brasil, o AACR2r, para construção desses pontos é estruturado pelo aspecto que intenciona a invisibilidade da temática. Ademais, também é demonstrado como o enfoque de gênero pode ser arrolado em sobrenomes que vinculam grau de parentesco feminino como Neta, Filha e Sobrinha também na construção dos pontos de acesso em registros no catálogo on-line de autoridade da Biblioteca Nacional (BN) do Brasil.

Alguns trechos que destaco deste trabalho são:

“Esses aspectos evidenciam que a construção do ponto de acesso compõe lugar de destaque na Catalogação e no ato de catalogar e não deve ser encarado como um simples procedimento de repetição, pois demanda reflexão e construção de relacionamentos que propiciarão além do acesso, a padronização de nomes para o registro bibliográfico. Em outros termos, o nome próprio ganha, na teoria catalográfica, uma centralidade que atravessa o plano epistemológico, sendo fruto das convenções nacionais criadas provocando consequências no contexto sociocultural na determinação de nomenclaturas.” (p. 327)

“No caso do registro da Nany People, quais remissivas se fariam necessariamente importantes para a recuperação desse ponto de acesso? O registro da remissiva ‘Santos, Jorge Demétrio Cunha’ demarca desconhecimento ou distanciamento das discussões de gênero na representação descritiva? Conforme apontado, esse exemplo reflete a neutralidade científica que o discurso catalográfico carrega em sua concepção, em que se constroem representações de registros a partir de documentos sem relacionar as peculiaridades para cada elaboração de ponto de acesso.
Não se considera Nany People pseudônimo, pois é a forma escolhida como identidade de gênero.” (p. 331)

O trabalho completo está disponível em http://isko-brasil.org.br/wp-content/uploads/2013/02/livro-ISKO-2017.pdf (p. 325-333).

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Biblioteca Nacional no VIAF

Biblioteca Nacional no VIAF

A Biblioteca Nacional (do Brasil) (BN) passa a ser uma das participantes do Virtual International Authority File (VIAF). No momento, o envio dos dados da BN está em fase de testes.

A BN será a segunda biblioteca da América do Sul a fazer parte do VIAF, a primeira é a Biblioteca Nacional do Chile. E terceira da América Latina, já que a do México também já participa da iniciativa.

Instituições participantes do VIAF. Dados de 18 de agosto de 2017.

Confira mais sobre o VIAF em: viaf.org.

Fonte: CRB 9. Região.

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