Políticas de catalogação

Políticas para representação descritiva: ponderações para discussão
MANLEY, Will. The truth about catalogers. Jefferson: McFarland & Company, 1995. Illustrations by Richard Lee. p. 44.

A Revista Brasileira de Biblioteconomia e Documentação (RBBD) publicou um número especial em seu volume 11 com artigos resultantes de trabalhos selecionados do XXVI CBBD, realizado em São Paulo em 2015, entre eles o artigo Políticas para representação descritiva: ponderações para discussão, de autoria de Brisa Pozzi de Sousa.

Aborda a necessidade de discutir a fundamentação sobre a temática Política de Representação Descritiva. A metodologia consiste na forma exploratória que cubra a referida temática e os resultados demostram reduzido número de publicações sobre o assunto. A área de Catalogação, ao estar atrelada aos instrumentos adotados em bibliotecas, delimita-se na prática do fazer e, comumente, na execução das normas de catalogação. Uma nova dimensão precisa ser assumida e o desafio consiste em alinhar as segmentações e generalizações do processo empírico aos aportes teóricos.

O artigo completo está disponível em https://rbbd.febab.org.br/rbbd/article/view/508

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Autor: Fabrício Assumpção

Bacharel em Biblioteconomia. Doutorando em Ciência da Informação na UNESP.

4 comentários em “Políticas de catalogação”

  1. Saudações estamos implementando um sistema de geração de fichas catalográficas, não habilitamos as opções Cutter e CDD/CDU por entendermos que o usuário não tem condições de definir isso, mantivemos também o vocabulário livre, qual a sua opinião a respeito disso? Você conhece algum trabalho que trate dessa questão.
    Grata
    Jamilli Quaresma
    Bibliotecária UFBA

    1. Olá Jamilli!
      O ideal seria deixar a ficha da melhor forma com o menor esforço. Para isso, vocês podem tentar implantar um preenchimento automático do Cutter. Para a CDD/CDU, vocês podem pensar em usar uma notação simples, com apenas 3 ou 4 dígitos, exibindo para o usuário apenas o assunto (e não o número).
      Você pode tentar contato com outras universidades para ver como estão lidando com essas questões. Alguns exemplos:
      http://www.biblioteca.ufc.br/servicos-e-produtos/1137-elaboracao-de-ficha-catalografica
      http://www.bce.unb.br/ficha/
      http://sabi.ufrgs.br/servicos/publicoBC/ficha.php
      http://fichacatalografica.sibi.ufrj.br/
      http://www.ucs.br/site/ficha-catalografica/ficha/
      http://paginas.cav.udesc.br/fichacatalografica/

      Abraços!

  2. Boa tarde!
    Sou bibliotecário da Universidade Federal de Lavras em Minas Gerais, tenho acompanhado os trabalhos relacionados ao GT em Catalogação e buscado informações para formalizar uma política de catalogação na biblioteca daqui, assim como um manual de representação descritiva. Fiz uma pesquisa no site de várias bibliotecas de universidades federais que possuem curso de graduação em biblioteconomia e nenhuma delas disponibiliza tal política, a maioria permite acesso apenas à política de desenvolvimento de coleções. Em minhas pesquisas também percebi que há poucos trabalhos acadêmicos relacionados ao assunto, o que dificulta o trabalho conjunto de bibliotecários catalogadores e também o desenvolvimento da área. Há um longo caminho a percorrer, parabenizo a criação do GT e os esforços para aprimorar os estudos nesta área.

    1. Olá Rafael! Tudo bem?

      Fiquei muito feliz com seu comentário por saber que temos mais pessoas tentando formalizar um política de catalogação! Realmente, a literatura é muito escassa (no Brasil, conheço apenas esses artigos: https://fabricioassumpcao.com/tag/politicas-de-catalogacao) e não temos exemplos de políticas.

      Aqui na BU/UFSC, estou tentando formalizar uma política. Ano passado, quando assumi a coordenação da Divisão de Desenvolvimento de Coleções e Tratamento da Informação, já estava em andamento a elaboração de uma política de indexação. Vi que estavam “esbarrando” em alguns temas da catalogação e propus a elaboração de uma política de representação da informação, contemplando catalogação, classificação e indexação, com uma parte trazendo o que é comum às três atividades e partes/capítulos específicos para cada uma delas.

      Não é algo fácil, até mesmo porque é necessário convencer a equipe da necessidade da política. Algumas coisas que estou tentando fazer é questionar:

      – O que é feito, mas não está dito em lugar nenhum que é feito?
      – Por que isso é feito? E por que é feito desta forma?
      – Isso cabe à política ou ao manual? Temos um manual que documenta bem os procedimentos (http://decti.bu.ufsc.br), mas, é apenas um manual prático, não uma política.

      Ainda estamos em um estágio bem inicial, por isso, não tenho nenhum rascunho pronto para compartilhar. Mas, assim, que tiver algo (ou que encontrar uma instituição que tenha rsrs), divulgarei.

      Abraços!

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