Metadados para obras de arte em museus brasileiros

A revista Transinformação publicou em seu volume 33, de 2021, o artigo Esquema básico de metadados para representação descritiva de obras de arte em museus brasileiros, de autoria de Camila Aparecida da Silva e Marilda Lopes Ginez de Lara.

Este trabalho tem como objetivo analisar recomendações de diretrizes internacionais sobre a representação descritiva de objetos museológicos e, a partir delas, propor um esquema básico de metadados para representar obras de arte, considerando os contextos brasileiros. A proposta se justifica uma vez que parte dos museus locais declaradamente afirma não registrar suas coleções e que outra parte não adota recursos metodológicos para a catalogação. A metodologia utilizada teve apoio na literatura de terminologia, para o cotejo de metadados, bem como na norma de construção de tesauros da International Standard Organization nº 25964-1/2 e na literatura internacional, para a realização do mapeamento e do crosswalk das diretrizes selecionadas. Como resultado, foi elaborado um esquema concreto de metadados para orientar metodologicamente a descrição básica de coleções de arte, e foram feitas sugestões sobre sua utilização por museus de arte em nível nacional. A aplicabilidade do esquema foi verificada a partir de uma pequena amostra que buscou representar a diversidade das categorias da tipologia Artes Visuais presentes nos museus do Brasil. Acredita-se que a adoção de um esquema mínimo de metadados nas práticas catalográficas dos museus brasileiros poderá contribuir para uma maior organização das informações sobre as obras e permitir sua recuperação de modo mais consistente, potencializando o acesso às informações sobre essas coleções de arte no cenário nacional e internacional. A reflexão sobre o emprego de metodologias para o tratamento informacional das obras de museus põe em destaque a necessidade emergencial do uso de processos, de procedimentos e de políticas de gestão de coleções museológicas alinhados entre si, em função do desenvolvimento de boas práticas. Como continuidade do trabalho, está projetada a expansão do experimento para análise e para identificação de situações não previstas no uso da proposta.

O artigo está disponível em: https://doi.org/10.1590/2318-0889202133e200050


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Fabrício Assumpção

Bibliotecário na BU/UFSC. Bacharel em Biblioteconomia, mestre e doutor em Ciência da Informação.

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